domingo, 17 de fevereiro de 2013

VIDA


Inocência não inocente.
Uma doçura impura e saliente.

A barba escura na pele clara.
Os olhos negros na pele clara.
A suavidade e a maciez em um toque selvagem.

O sorriso insincero e verdadeiro.
A vontade de ficar e ir.
A vontade de ir e ficar.

E nunca de fato sair.
Nem ficar.
Um quase tão intenso e gostoso.
Um quase que sempre foi quase, mas sempre foi tão intenso e gostoso.
Um quase que sempre volta, e as vezes parece uma certeza, mas vai e fica num quase.
Um quase que nunca deixa se ser quase, mas sempre cria a gostosa expectativa.
Um quase que tem sua beleza por ser quase.