domingo, 22 de agosto de 2010

Crise da pós-adolêscencia


Não sei bem se posso dizer que minha crise atual tem haver com mais uma das crises existenciais rotineiras ou se dessa vez é algo mais complicado, se será uma crise eterna ou apenas uma mais demorada, só sei dizer que tá mais díficil. Tem horas que o destino te prega uma peça difícil de se conseguir achar graça depois. Já li e reli a piada, mas dessa vez não consigo achar graça, não consigo voltar as gostosas gargalhadas, aquelas bem altas e prolongadas, aquelas que dá vontade de chorar, que dá dor na barriga, aquelas gargalhadas onde até os seus olhos riem juntos. Nem com o líquido dourado, que tem o poder de trazer a felicidade nos mais tristonhos (vulgo cerveja) consegue me trazer de volta o brilho de uma risada. O que te faz sorrir? Já parou pra pensar que todos nós temos mais motivos pra chorar do que pra sorrir, mas ainda sim rimos, porque? Casualidade de uma piada? Estar no momento exato que aquela pessoa fez uma piadinha é realmente uma conscidência, mas ai o que você tenta transformar essas conscidências em rotina estando perto daqueles que são os mais prováveis que contarão aquela piadinha engraçada (algumas pessoas julgam isso como afinidade entre amigos). Só que a piada não vem, e se vem não é tão engraçada assim. E ai? Como faz? Sem aquelas piadinhas o que resta? Repetições maquineístas das atividades dos dias, até que os dias se tornem apenas repetições, até que o tempo passe.. e passe.. e passe..
Sempre dei muito valor as pequenas felicidades cotidianas, por que eu acho que é isso o que nos resta, mas se o cotidiano não tem o brilho suficiente pra produzir essa felicidade, os dias serão apenas dias. Como diz Raul: "Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada cheia de dentes Esperando a morte chegar", realmente não quero isso, esperar a morte chegar em uma mesa de bar pelo menos deve ser mais poético.
Pior do que se deixar ficar entregue a sorte, é não conseguir ficar entregue a própria sorte, e nisso continuo tentando, e tentando, e tentando, mas até quando? Viver é isso? Passar os anos sobrevivendo? Tirando forças para reagir, para se reerguer e assim continuar, mas continuar o que? Reagindo? Quando vai começar a parte boa? Cansei de reagir, de superar, de seguir em frente, de levantar a cabeça e olhar as coisas positivas. Ser adulto é realmente muito chato, alguém por favor me coloque de novo na bolha que minha mãe criou para mim! PLEASE?!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Relacionamento aberto, eis a questão


Ontem eu estava vendo A LIGA na band, sabe aquele programa do Rafinha Bastos, aquele cara do CQC. O assunto dessa semana foi casamento, foram mostradas várias formas de união de duas pessoas que teoricamente se amam, inclui casamento de rico, de pobre, de índios, e até de cachorros. Só que fico me perguntando, em um mundo de libertação sexual será que a monogamia vale a pena? Como foi mostrado no programa, os brasileiros estão casando mais.. não seria isso contraditório? Deveria ser, mas isso só demonstra que somos pessoas conservadoras, que ainda acreditamos na monagamia e na tal união eterna sob os olhos de Deus.
Você deve ta se perguntando qual é minha opinião sobre isso, vou te dizer que ainda nem sei. Ter algum companheiro "para sempre" deve ser algo legal, a solidão é algo muito triste. Ter alguém do seu lado pra sempre também não significa fim da solidão, e acreditar que depois de um cerimônia aquela pessoa que está do seu lado, e na frente do padre, vai realmente ficar com você para sempre é algo meio louco. A vida é muito inconstante e por isso eu não sei se é possível ter esse ser para sempre, se for, que bom! E me apresente quem será essa pessoa que ficará comigo, por favor!
Casamos, namoramos, temos uma relação monogamica por medo da solidão? Ou por amor a alguém? Ou pelo dois? Pelo menos, já aprendi que o amor não aprisiona ninguém, insegurança, possessividade e conservadorismo sim. Não, não sou libertária não, mas diferentemente das menininhas do colégio nunca imaginei casar, nunca tive esse objetivo de vida, e nem acredito no felizes para sempre, na verdade isso ainda me assusta. Acho bonito quem consiga ter essas ilusões nos dias de hoje. Ainda espero um amor de fato, como é isso eu não sei. O amor é suficiente para 2 pessoas ficarem juntas para sempre? É tão bom acreditar que existe alguém estará com você para sempre, senão o que resta? Estamos fadados a solidão? Triste né, mas acredito que solidão acompanhada é bem mais triste. É eu sou confusa...
Ok. Acredito na máxima que somos seres completos e não podemos reflitir nossas carências em alguém, mas como por em prática? Alguém me ensina? Com isso, não importa se o relacionamento é fechado, aberto, semi-aberto. O que importa, nesses casos, é a satisfação de ter uma boa companhia do seu lado. Bem.. tá na hora de tentar.. até breve!

domingo, 8 de agosto de 2010

De volta aos clichês...

A ideia do blog é ir contra a todos os clichês que nos é imposto. Não pelos hábitos, mas sim pela imposição. Volto a mencionar as datas comemorativas, assim como eu fiz com relação ao Dia das Mães, devo fazer o mesmo com O dia dos Pais. O pensamento do senso comum diz que filho é sempre DA MÃE, a função de cuidar dos filhos é da mamãe. A função do Pai, seria dar sustentabilidade para a Mulher cuidar da criança, por tanto pode-se dizer que Dia das Mães é sempre mais desejado e comemorado. Papéis bem definidos implicitamente no cotidiano de qualquer morador do Rio de Janeiro, principalmente do subúrbio.
Ah! é Dia dos Pais.. idai? Ele não ficou tomando remédio a vida inteira pra evitar a criança e em um descuido.. pronto gravidez! Não aguentou a por de 9 meses um ser na barriga, enjoous, desejos, instabilidades de humor. Só não podemos esquecer que ele estava do lado e na mesma ansiedade que mãe na espera dessa nova pessoinha. O que que ele faz depois? Paga as contas? O mundo é moderno meu bem, salário do papai não cobre todas as despesas, ai lá vai mamãe trabalhar dentro e fora de casa. E as crianças? Quem cuida.. tem creches pra isso, e não podemos esquecer da vovó. Vivi tudo isso, e posso falar que meu pai foi TUDO! Ele deu a sustentabilidade que minha mãe precisou (e ainda precisaria), deu segurança a todas as nossas inseguranças, e a mim formou meu carater, personalidade própria para encarar o mundo, e me deu um futuro melhor do que ele teve. Não vou continuar mantendo a linha de pequena garota sofrida, mas só posso dizer que esse blog não faz mais tanto sentido. Porque rejeitar clichês é muito fácil quando se pode.. mas faz uma falta danada quando não se tem. Juro que queria alguém hoje pra dar o Quazar da Boticário, conversar sobre o brasileirão, e pode disputar com todo mundo que meu pai é o melhor do mundo! Juro que esse é o último post sobre o assunto e espero poder voltar em breve com as minhas futilidades, alegrias e reclamações de sempre.