quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus ano velho, Feliz ano novo!

Ta ai 2010, acabou! ups está acabando... Não tenho como descrever esse ano com uma palavra diferente de INTENSO. Tudo tão intenso, tudo tão forte, tão vivo, tão triste e tão feliz. Começou de forma mágica e louca (já começou diferente e no desenrolar do ano me surpreendia a cada dia), e sem parar para pensar muito porque ai chegava uma outra onda pra me levar. Amores mais intensos, perdas mais intensas, fortalecimento de amizades, mudança de rumo e destino. Por isso que fico curiosa para saber o que me resta para 2011, que se for no mesmo ritmo, eu não vou aguentar!
Para o ano que vem só quero e admito coisas boas. Só quero manter as coisas boas que criei, e cultivar novas! Agora só volto aqui ano que vem! um Beijo!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então é Natal...


Como diz a música da Simoni, é Natal e dele não se pode fugir. Bem, não vou começar com um blá blá blá anti-consumista, anti-religioso, no qual eu acredito, porém ninguém vai me ouvir mesmo, nem terá saco para ler. Então, ao invés de entrar em algum aspecto polêmico, prefiro tentar enxergar o aspecto família. Como mesmo já cansei de dizer, sou contra datas comemorativas, e o Natal é o sinônimo real de toda hipocrisia de TODAS datas comemorativas. O Natal é A data comemorativa do ano. Tirando o aspecto hipócrita, de amar uns aos outros apenas porque jesus vos amou, acredito que os sentimentos (montados e produzidos em prol de um mercado consumidor) são nobres, porém que deveriam utilizar todo o ano. Mas, tendo uma família tradicional impossível fugir dessa cilada, bem ou mal é o momento onde sua família se reúne e você finalmente conhece aquele o filho do primo de 3º grau da sua mãe. As pessoas esperam o natal acontecer, para abraçar umas as outras, para se importar com o próximo, para desejar sentimentos felizes, e é claro para encher a pança de comida, e os cornus de cerva. Precisamos de uma desculpa para amar o próximo, só porque Jesus nos amou!
A graça do Natal é apenas a boa idéia de ter pessoas próximas, ou não tão próximas, perto de você, preparar um jantar e ter uma noite agradável, mas a partir do momento de damos a legítima importância para as pessoas e não para uma data, o Natal pelo Natal passa despercebido. Por dar valor das pessoas (ou passar a dar agora), que pensei que seria um dia complicado, mas felizmente não foi e eu pude contornar a situação de um dia tedioso para um dia singular. Então é isso, não desejarei um Feliz Natal, porque isso é coisa de cristão, prefiro me limitar a um; Boa noite!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um viva a ignorância pública


Depois de tanto tempo longe aqui estou de volta, mas infelizmente com um assunto não muito bom. Não posso deixar de comentar os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro, e volto com a mesma sensação do último post, uma eterna desilusão de um mundo melhor. Lá vai o estado promover a violência, a porradaria, e pior com uma argumentação de "limpar a cidade" do mal. Qual é o nosso maior inimigo? A carta do C.V. deixava claro, o inimigo está de terno e gravatas, por isso pergunto, qual é a grande guerra? Volto a dizer, é entre ricos e pobres. A classe pobre, esquecida pelo Estado, sem políticas públicas eficientes, tentam sobreviver, as vezes no mundo ilegal do tráfico, enquanto os fornecedores/usuários, estão de terno e gravata, ipod, carro importando. O que aconteceu no Rio de Janeiro foi um desacordo entre duas partes, comandos das drogas e o estado, e quando não concordam o Rio entra em guerra. Um sistema cheio de falhas em sua estrutura, deixa a margem grande parte da população, e enfia a porrada em quem passar pela frente. O acordo foi rompido em prol de montar um Brasil pra gringo ver (Olímpiadas, Copa do mundo).
Volto ao início do século XX com o pensamento de país atrasado, mas é sim, e não por suas malezas, mas por sua forma de pensar, por ter uma população que compactua com tais fatos. Ainda quero a definição exata sobre quais são os tais bandido que a TV alarda e julga merecer levar chumbo. Isso é tentar manipular o que a realidade do dia-a-dia nos mostra. Fico muito triste e confusa, imaginar que se tem que escolher um lado, os explorados ou os exploradores. Em uma sociedade estamental, como a nossa, mobilidade social ainda é apenas através de casamentos, sorteios na megasena, ou lucrar montando algum escândalo para aparecer na mídia, ah e é claro, pelo trabalho no tráfico de drogas, armas, animais. Essa cultura do "o melhor que vence", do "malandro sobre os otários", do "dedicado versus os incompetentes", realmente não é pra mim. Ainda penso em um mundo igualitário, tanto de oportunidades, como em espaço livre para se pensar e falar. Enfim, sem me prolongar muito, até porque o assunto já se foi e voltemos as nossas realidades figuradas de perfeição (as dos outros, a minha continua triste). Tenho tanto argumentos fortes e consolidados sobre como isso tudo está muito errado, mas já não tenho nem ânimo de expor.. eu desisto.. Beijos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Suicida de Espírito...

Pode até achar estranho eu pensar em suicídio em um momento em que beiro a depressão. Você pode até ficar preocupado com isso, mas estive pensando no assunto. Estou lendo um livro que tem um personagem que eu diria como um suicida de espírito. Aquele cujo o ânimo para os afazeres rotineiros não existe, há a enorme descrença no futuro e em um mundo melhor, o eterno nojo da vida burguesa, cercada de todas as características mais repugnantes que os seres humanos podem mostrar, porém também é um meio de onde não se consegue sair. Então o que resta? O suicídio... E acho muito justo, cansa viver "dando murro em ponta de faca". Enfim, pensando sobre, isso pensei em... (calma minha gente, não vou me suicidar) imaginar como seria essa minha despedida do mundo. Ultimamente não ando preservando muito minha vida, e caso eu morra daqui a 5 minutos pelo menos pude dar minhas considerações finais.



"Enfim, aqui estou eu. Depois de uma vida (não sei bem definir uma característica para ela agora), diria que, 21 anos de entretenimento. Me vou, sem sabe se com o dever cumprido, sem saber se existe mesmo dever a ser cumprir, e se sim, sem saber qual seria esse dever que eu deveria cumprir. Mas vou também tranquila, como eu aprendi a ser com o tempo. Sem esperar muita coisa, há não ser as coisas que acontecem. Quando parei de ver a vida como um filme da sessão da tarde muita coisa ficou claro, as coisas acontecem e não há tempo para lamentações.
Aos que ficam, que chorarão por mim, sabe sei lá porque, por saudades, por tristeza, por eu ter ido cedo, por esperar que eu tivesse mais coisas ao oferecer com o tempo, só peço que continuem e lembrem de mim como alguém que transmitiu algo de bom. Pensar em uma despedida é sempre muito complicado, apenas posso dizer que to bem, tá tudo certo (e eu sempre me preocupando em não preocupar, e trazendo sempre soluções para acabar com a porra toda).
Ao meus caros companheiros de rotina, só posso me desculpar pela minha acidez, o mundo em si já é ácido, por tanto mais natural que se adicione acidez na vida, porém a acidez é só superficial para esconder a tremenda fragilidade que a acidez do mundo não me permite mostrar sempre, ainda sim, obrigado por não desistirem de mim.
As minha companheiras do passado, passou né, e digo isso com um pesar, pois se tive um passado feliz tem grande parte tem haver com todas vocês, por isso vou com uma enorme nostalgia da escola, adolescência, e todas as minhas primeiras vezes, no qual vocês estavam presentes.
Aos meus amigos de loucuras, só tenho a dizer: obrigada por me libertar! Não consegui me tornar tão livre quanto queria, porém ao menos eu tentei, e ia tentando me libertar cada vez mais, livre de todas as amarras um dia ficaria pronta para viver de verdade, pois é mais não deu tempo.
As vezes faz bem retornar ao passado com músicas, fotografias, e lembrar o quanto se tinha sentimento em cada detalhe, mas tudo ficou complicado quando o sentimento pelas coisas deixou de existir, infelizmente nada faz mais sentido (se é que um dia teve), então pra que insistir? Hoje só penso nos erros que cometi e no que eu deveria ter vontade de fazer e não fiz, por orgulho, timidez, ou sei lá o que.
Não tomamos aquela cerveja gelada em um boteco bem sujo como eu queria fazer quando eu ficasse mais velha e mais amável, você foi embora antes que minha raiva adolescente passasse, e isso me dá raiva as vezes viu, ainda mais por ter me abandonado em um mundo onde ninguém mais acredita em mim como você acreditava, você deixou um fardo duro nas costas, e tem total ligação com o meu desanimo, pois é, lá vai eu te dando trabalho outra vez, mas prometo ser a última. Se houver outros mundos após a morte, então posso ficar te dando trabalho nesse outro mundo? Porque o mundo aqui perdeu a cor sem você para me ajudar a pintar, nem sei mais que tintas usar, onde passar primeiro a cor azul, o amarelo, o vermelho, e de repente ficou tudo preto.
Já que a fuga com a cerveja não adiantou, tentei uma opção mais hard core, acho que deu certo né. Porque se meu brilho foi embora o que iria me fazer continuar, persistir, tentar, superar? pra que? As possibilidades se findaram e aqui eu findo essa carta e despedida do mundo. Ao mundo só me resta dizer que eu tentei melhorar as coisas por aqui, juro que tinha esperanças como um frescor juvenil, uma ânsia de viver, que passou. E mesmo com toda raiva rotineira, eu tentava semear o amor. Com muito amor e dor no meu coração, porém sem vontade de espalhar esse amor, me vou. O mundo não merece, e não me merece. Adeus!"



Bem, seria mais ou menos por ai.. Mas felizmente (ou infelizmente) minha fuga será apenas com as drogas lícitas, talvez horas na terapia, muito chocolate alpino para me fazer suportar os dias. Suicido é um ato de coragem e eu sou muito covarde para comete-lo. Fiquem tranquilos! Vou continuar tentando ficar feliz nos próximos posts. Adeus.. eu volto hein..

domingo, 19 de setembro de 2010

"e isso, eu vi, o vento leva!..."



Pois é, o vento leva..
Então vento, vai, leva..
Leva logo vento...
Porra vento, anda, leva logo..
Perai?! Não vai levar?
Pois é, o vento não levou
Era pesado demais, nem um vendaval conseguiria levar tudo...
Hoje eu pergunto, será que o vento leva mesmo?
Ah! leva, leva sim.. Sabe aquele papel amassado com desenho de estrela que você não quer mais?
Então é isso que o vento leva..
Mas aquele papel amassado você não precisa esperar que o vento leve.
De tão leve, você mesmo pode jogar fora.
Mas o que fazer com aquele pedregulho?
Assim é fácil hein.. vento, assim é mole...

domingo, 22 de agosto de 2010

Crise da pós-adolêscencia


Não sei bem se posso dizer que minha crise atual tem haver com mais uma das crises existenciais rotineiras ou se dessa vez é algo mais complicado, se será uma crise eterna ou apenas uma mais demorada, só sei dizer que tá mais díficil. Tem horas que o destino te prega uma peça difícil de se conseguir achar graça depois. Já li e reli a piada, mas dessa vez não consigo achar graça, não consigo voltar as gostosas gargalhadas, aquelas bem altas e prolongadas, aquelas que dá vontade de chorar, que dá dor na barriga, aquelas gargalhadas onde até os seus olhos riem juntos. Nem com o líquido dourado, que tem o poder de trazer a felicidade nos mais tristonhos (vulgo cerveja) consegue me trazer de volta o brilho de uma risada. O que te faz sorrir? Já parou pra pensar que todos nós temos mais motivos pra chorar do que pra sorrir, mas ainda sim rimos, porque? Casualidade de uma piada? Estar no momento exato que aquela pessoa fez uma piadinha é realmente uma conscidência, mas ai o que você tenta transformar essas conscidências em rotina estando perto daqueles que são os mais prováveis que contarão aquela piadinha engraçada (algumas pessoas julgam isso como afinidade entre amigos). Só que a piada não vem, e se vem não é tão engraçada assim. E ai? Como faz? Sem aquelas piadinhas o que resta? Repetições maquineístas das atividades dos dias, até que os dias se tornem apenas repetições, até que o tempo passe.. e passe.. e passe..
Sempre dei muito valor as pequenas felicidades cotidianas, por que eu acho que é isso o que nos resta, mas se o cotidiano não tem o brilho suficiente pra produzir essa felicidade, os dias serão apenas dias. Como diz Raul: "Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada cheia de dentes Esperando a morte chegar", realmente não quero isso, esperar a morte chegar em uma mesa de bar pelo menos deve ser mais poético.
Pior do que se deixar ficar entregue a sorte, é não conseguir ficar entregue a própria sorte, e nisso continuo tentando, e tentando, e tentando, mas até quando? Viver é isso? Passar os anos sobrevivendo? Tirando forças para reagir, para se reerguer e assim continuar, mas continuar o que? Reagindo? Quando vai começar a parte boa? Cansei de reagir, de superar, de seguir em frente, de levantar a cabeça e olhar as coisas positivas. Ser adulto é realmente muito chato, alguém por favor me coloque de novo na bolha que minha mãe criou para mim! PLEASE?!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Relacionamento aberto, eis a questão


Ontem eu estava vendo A LIGA na band, sabe aquele programa do Rafinha Bastos, aquele cara do CQC. O assunto dessa semana foi casamento, foram mostradas várias formas de união de duas pessoas que teoricamente se amam, inclui casamento de rico, de pobre, de índios, e até de cachorros. Só que fico me perguntando, em um mundo de libertação sexual será que a monogamia vale a pena? Como foi mostrado no programa, os brasileiros estão casando mais.. não seria isso contraditório? Deveria ser, mas isso só demonstra que somos pessoas conservadoras, que ainda acreditamos na monagamia e na tal união eterna sob os olhos de Deus.
Você deve ta se perguntando qual é minha opinião sobre isso, vou te dizer que ainda nem sei. Ter algum companheiro "para sempre" deve ser algo legal, a solidão é algo muito triste. Ter alguém do seu lado pra sempre também não significa fim da solidão, e acreditar que depois de um cerimônia aquela pessoa que está do seu lado, e na frente do padre, vai realmente ficar com você para sempre é algo meio louco. A vida é muito inconstante e por isso eu não sei se é possível ter esse ser para sempre, se for, que bom! E me apresente quem será essa pessoa que ficará comigo, por favor!
Casamos, namoramos, temos uma relação monogamica por medo da solidão? Ou por amor a alguém? Ou pelo dois? Pelo menos, já aprendi que o amor não aprisiona ninguém, insegurança, possessividade e conservadorismo sim. Não, não sou libertária não, mas diferentemente das menininhas do colégio nunca imaginei casar, nunca tive esse objetivo de vida, e nem acredito no felizes para sempre, na verdade isso ainda me assusta. Acho bonito quem consiga ter essas ilusões nos dias de hoje. Ainda espero um amor de fato, como é isso eu não sei. O amor é suficiente para 2 pessoas ficarem juntas para sempre? É tão bom acreditar que existe alguém estará com você para sempre, senão o que resta? Estamos fadados a solidão? Triste né, mas acredito que solidão acompanhada é bem mais triste. É eu sou confusa...
Ok. Acredito na máxima que somos seres completos e não podemos reflitir nossas carências em alguém, mas como por em prática? Alguém me ensina? Com isso, não importa se o relacionamento é fechado, aberto, semi-aberto. O que importa, nesses casos, é a satisfação de ter uma boa companhia do seu lado. Bem.. tá na hora de tentar.. até breve!

domingo, 8 de agosto de 2010

De volta aos clichês...

A ideia do blog é ir contra a todos os clichês que nos é imposto. Não pelos hábitos, mas sim pela imposição. Volto a mencionar as datas comemorativas, assim como eu fiz com relação ao Dia das Mães, devo fazer o mesmo com O dia dos Pais. O pensamento do senso comum diz que filho é sempre DA MÃE, a função de cuidar dos filhos é da mamãe. A função do Pai, seria dar sustentabilidade para a Mulher cuidar da criança, por tanto pode-se dizer que Dia das Mães é sempre mais desejado e comemorado. Papéis bem definidos implicitamente no cotidiano de qualquer morador do Rio de Janeiro, principalmente do subúrbio.
Ah! é Dia dos Pais.. idai? Ele não ficou tomando remédio a vida inteira pra evitar a criança e em um descuido.. pronto gravidez! Não aguentou a por de 9 meses um ser na barriga, enjoous, desejos, instabilidades de humor. Só não podemos esquecer que ele estava do lado e na mesma ansiedade que mãe na espera dessa nova pessoinha. O que que ele faz depois? Paga as contas? O mundo é moderno meu bem, salário do papai não cobre todas as despesas, ai lá vai mamãe trabalhar dentro e fora de casa. E as crianças? Quem cuida.. tem creches pra isso, e não podemos esquecer da vovó. Vivi tudo isso, e posso falar que meu pai foi TUDO! Ele deu a sustentabilidade que minha mãe precisou (e ainda precisaria), deu segurança a todas as nossas inseguranças, e a mim formou meu carater, personalidade própria para encarar o mundo, e me deu um futuro melhor do que ele teve. Não vou continuar mantendo a linha de pequena garota sofrida, mas só posso dizer que esse blog não faz mais tanto sentido. Porque rejeitar clichês é muito fácil quando se pode.. mas faz uma falta danada quando não se tem. Juro que queria alguém hoje pra dar o Quazar da Boticário, conversar sobre o brasileirão, e pode disputar com todo mundo que meu pai é o melhor do mundo! Juro que esse é o último post sobre o assunto e espero poder voltar em breve com as minhas futilidades, alegrias e reclamações de sempre.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Saibamos perder...


Brasil perdeu a copa, eu perdi um pai, e assim a vida continua. Todos choram, tristes pelas suas perdas, tristes com o fim inesperado, mas ainda sim a vida continua. Ficaremos felizes um dia de novo, o Brasil com um novo campeonato ganho e eu com uma vida nova chegando, vida onde eu terei de ter mais responsabilidade, assim como o novo técnico terá de assumir a nova seleção de futebol do país. Ah.. mais a Espanha mereceu né?! E eu mereci? O Polvo vidente já tinha previsto o grande campeão, assim como os médicos já estavam desiludido do meu pai, então não foram perdas imprevistas certo? Ainda sim dói...
Assim como o Brasil, magoado e ferido pela sua perda, terá de aliviar sua dor e aceitar, devo fazer o mesmo. Perdemos, o leite foi derramado, não há como voltar atrás, ainda não inventaram a máquina do tempo.
Pensar positivo e lembrar dos ganhos, quem ganhou com a copa foi a África do sul, ganhou muito dinheiro, ganhou espaço na mídia para que o mundo olhasse suas mazelas, mas também suas riquezas. No meu caso quem ganhou? O hospital é claro, ganhou meu dinheiro, ganhou um processo nas costas, e eu vou ter que ganhar as responsabilidade de gente grande. Vamos chorar sempre essas perdas e lamentar sobre o que houve de errado, mas vamos continuar, pois a vida é isso, um dia você perde, o outro você ganha, ou perde de novo, só nos resta tentar...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Escrito pela filha do Jorginho..

Eu ainda não sei bem dizer sobre a minha reação nas coisas que aconteceram. Não sei se foi por maturidade, em saber aceita perdas. Não sei se foi por imaturidade, e não entender o quão foi essa perda, e quanto mexerá com a minha vida, e nem o quanto fará falta. Não sei dizer que foi o apego da descrença que me fez ficar forte, não esperando nada além do que seria possível ocorrer. Não sei se a ficha não caiu ainda, se vai cair, se nunca cairá, ou se já caiu. Na verdade meu sentimento ainda não é de perda, mas sim de saudade, lembrar que não vou ouvir mais o barulho que as chaves faziam em sua mão quando chegava em casa para deixar a bolsa e ir tomar sua cervejinha de todo santo dia. Lembrar que não vou ouvir mais a campanhia do hino do fluminense tocar tantas de vezes quando o fluminense ganhava algum jogo, e lembrar de que não terei mais o jornal O DIA pra ler a noite quando eu chegasse em casa, apesar de odiar tanto esse jornal. Difícil acreditar que nesse momento ele não está mais sentado no sofá da sala vendo a TV. Não vai me chamar de absoluta, nem me fazer pedidos aleatórios para poder participar de forma mais ativa na minha vida e me fazer participar mais na dele. Quem agora ficará todo orgulhoso por cada desenho bobo que eu fizer? Que acreditará em mim quando nem eu mais acreditar? Quem estará do meu lado todo feliz e contente quando eu me formar (mesmo sendo essa previsão para um futuro bem distante)? Tento imaginar se um dia se serei capaz de lembrar de tudo isso sem soltar uma lágrima, não mesmo! Esse dia não existirá, por que a saudade será eterna. Não sei dizer se algum dia, daqui pra frente, poderei dar aquele sorriso forte e bonito como antes, acho que sempre vai pairar uma sombra de tristeza, um vazio que foi arrancado e não tem como ser preenchido de novo. Bem.. agora eu serei obrigada a crescer, sem poder me prender mais no meu mundinho de saídas e bebedeiras, a responsabilidade da vida a adulta se faz presente sem ele para me proteger. Como diz a música, herói e bandido você foi, infelizmente para o muito mais que amigo não houve tempo.
O que me deixou tranquila foi saber que ele morreu em paz, com a sensação de dever cumprido. Se ele viveu em função da família, morreu de forma linda ao nosso lado. E me fez acreditar que o amor incondicional existe e pode durar uma vida inteira (se bobear para além dela, é o que dizem né). O amor dele não o deixava ter dúvidas quanto ao rumo que sua vida tomou. Se haviam problemas e tristezas, eu sei que pra ele, era também o que dava sentido a sua existência. Estar perto da gente era sua maior felicidade. Ele sabia amar, só não sabia demonstrar. Sua brutalidade era pra esconder tamanha sensibilidade, afinal era o HOMEM da casa, e sensibilidades e sentimentos são coisas pra boiolas.
Nessa última semana só consegui dormir tendo o travesseiro dele do lado, só tenho andado com sua aliança pendurada no meu pescoço (porque não cabe no meu dedo), não sei dizer o porque exato, mas não quero perder nada dele, não quero perder ele de mim. Não sinto que perdi meu pai, sinto que ele vive em mim, agora apenas em mim!


terça-feira, 6 de julho de 2010

Ainda não caiu a ficha

Ainda não tenho capacidade para definir tudo o que penso sobre o que anda acontecendo. Esse texto condiz com 1/3 do que tenho sentindo diante da perda. O todo as palavras não conseguem definir...


"A PERDA DO PAI

Artur da Távola

A perda do pai: quem sabe vivenciá-la? Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos?

A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto. E há que saltar. É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.

A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que a sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases. É voltar a se emocionar com o que se desprezava: datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.

A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.

A perda do pai é o início da significação. As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido.

A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo: o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gosto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado...tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo. Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele. Nossa primeira noite sem proteção consciente, dá-se quando ele já não está. E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos. O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto. Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios. Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas.

A perda do pai dói muito! Isso é tudo. Para que querer saber por que? O pai é o eu no outro. É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós..."

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Se tenho algo de parecido com a minha mãe é a precipitação, a eterna ansiedade de conseguir saber o que vai acontecer, uma forma de se preparar para aguentar o baque. Acho muito justo, pois se você sofre por precipitação, quando acontece já não sofre tanto. Será? Será que algum momento da minha vida eu não vou sofrer com tudo isso? A verdade é que já nem sei o que é bom nesse momento, o que se deve pensar, como se deve agir. É difícil ver aquela baiana arretada (minha avó) daquela maneira, de obcenidades inocente agora nem fala, seus ohos vermelhos dizem por ela. Tenho a (péssima) mania de achar que aguento tudo, simplesmente porque sei disfarçar muito bem. Fujo do mundo através de conversas bobas, assuntos pornográficos nos botecos da vida, internet (sempre um bom meio de distração) e é claro cervejinha de final de dia para tentar acreditar que amanhã vai ser melhor. Tentar tirar dessas pequenas coisas um sorriso que não consigo ter.
A cada toque do telefone é um nervosismo, será que vai agora o tal momento que não queremos saber? Será que é a péssima notícia vindo do outro lado da linha? Por enquanto ainda é apenas um voz nervosa e tão desesperada quanto eu querendo apenas saber de mais notícias, digo de boas notícias, notícias que eu não tenho para dar. É muito amor se mostrando agora, porque antes estava totalmente escondido no baú secreto das emoções, lacrado pela frieza da rotina. Toda hora vem um me avisando da minha tristeza e não consigo fugir.
Sei do que eu não preciso, ouvir de novo :"Tenha fé minha filha, pra Deus nada é impossivel", "Tudo vai ficar bem", " Nessas horas você tem que ter força". Ok! Obrigada! Conforto pra que? Religiosos pegam no pé de seu Deus, Oxalá, Alá, ou qualquer outra divindade que faça você ter esperanças de que o pior não vai acontecer, e os põe como o responsável de tudo. Pelo menos diminui a responsabilidade dos homens, pelo menos assim você não tem vontade de matar o médico caso ele não consiga cumprir com o seu papel de salvar vidas, assim você não ter vontade de se matar ao pensar por um instante que tudo poderia ter sido evitado se tivesse reparado menos no próprio umbigo. Não preciso "me apegar" a nada para conseguir manter o equilibrio, sei que tá fora da minha capacidade de ação, então.. basta chorar.
Não queria fazer isso aqui de um querido diário, mas foi inevitável. Desculpae...

domingo, 20 de junho de 2010

Salve a seleção? NÃO.. SALVE O BRASIL!

Época anterior a copa do mundo é uma anciosidade danada, todos atentos a convoção, as ruas são pintadas, compram-se camisas das cores do Brasil, todos esperando pelo começo do "bem amigos da Rede Globo..". Um dos evento que para o país e o coração do brasileiro. E começa o primeiro jogo, vuvuzelas nas mãos, galera reunida, amigos juntos, cerveja gelada na mão, e todos esperando ansiosamente pelo primeiro gol. Será robinho? kaká? Gilberto Silva? quem será o benfeitor que acalmará nossos corações por 90 minutos? E acontece o primeiro gol do primeiro jogo do Brasil na copa, o que marcela faz? Grita.. ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ isso! Olha pro lado o cachorro está assustado. Onde estão os amigos e os familiares de Marcela? Não se sabe.. não importa.. porque o jogo não importa. A breve onomatopéia soltada faz parte de um instinto "natural" de todos os brasileiros. O país sorri por causa de um jogo de futebol. Um bom anestésico para curar as mazelas da vida, porém a minha durou apenas até o final do som do ultimo É, no ISSO eu já tinha reparado na inutilidade do meu grito.
Vocês sabem com quem vocês estão falando? Com o país da seleção penta campeã de futebol. Anos da nossa história ligadas diretamente com esses 5 campeonatos vencidos. Única fonte de orgulho do brasileiro para com seu país. Só temos credibilidade como a nação do futebol e seus 5 títulos de melhores do mundo, então vamos torcer.. temos que ganhar!
E começa o segundo jogo.. hii o adversário é mais difícil. Onde está Marcela?
Longe da televisão e perto dos problemas, tristezas e mazelas de sua própria vida. Já que os 90 minutos do jogo dessa vez não foram suficientes fazer esquecê-los, nem para outro grito de ÉÉÉÉ... No máximo um levantar de sobrancelha para cada gol feito, e foram três hein. Realmente é estranho ver todo mundo em sua volta feliz e você não conseguir fazer o mesmo. Daqui a 4 anos eu tento de novo...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

E agora, Jorge José?

Sabe aquele ser que tem toda força dentro de si, aquele que não deixa ninguém se aproximar, por que não necessita. Ele tem em si tudo que precisa. Indiretamente isso o afasta das pessoas, e as pessoas só tomam consciência de sua fragilidade em momentos de extrema debilidade, neste caso de saúde, porque o emocional não é nem levado em consideração por pessoas como ele, o típico machão. Por isso não demonstra carinho, só fala grosso e dá ordens. É eu sei... sou igual, a típica durona, era mais prático culminar a distancia do que qualquer sentimento de afeto.
Quando era criança ele era o exemplo, tinha todas as respostas, tinha todo o caminho imaginado pra você, mas você começa a questionar, brigar, se rebelar, afinal quer decidir o seu próprio caminho. Queria seu orgulho por ter caminhado pelas próprias pernas, mas perceber que não pode ter esse orgulho é algo terrível. Então, passa para uma outra etapa; a indiferença, porque buscar sempre respeito e orgulho, sem ser pelo o caminho determinado por ele, era o mesmo que dar murro em ponta de faca. Ah, mas você já tá crescidinho, já sabe o que é certo ou errado, mas ele não sabe disso, porque o errado dele era o seu certo, e vice-versa. Não sei se era mesmo conflito de opiniões ou simples implicâncias rotineiras, por que é o hábito implicar. Esse conflito de gerações/implicâncias/brigas sem fim não pode resistir agora, penso que não há mais tempo pra isso...
O que deu errado? quando as implicâncias e brigas, que seriam normais, se tornaram uma ferida grave, profunda que resultou em traumas na vida das pessoas? Seria culpa da bebida? orgulho próprio? Desamor? Culpa minha? Antes era a imaturidade minha, e agora é o que? Não tem como voltar no tempo e dizer; -Eu arrumo a casa, pode deixar; -eu como esse cachorro quente com ketchup que você comprou, apesar de não gostar de ketchup; -Eu aprendo a desenhar com você; - o violão é nosso; -eu volto mais cedo da faculdade pra você não ficar me esperando na rua; - Você não precisa comprar uma TV de LCD pra eu ter orgulho de você, te acho foda dessa maneira.
Mesmo de forma indireta e de longe (apesar de tão perto) sempre soube que você estaria ali. Como eu sempre fiz pirraça e você sabe disso, a minha pirraça agora é pra fazer você ficar aqui, e não para pagar minhas contas, mas para me fazer perceber que sua "figuração" não era figuração, era papel fundamental na minha história, eu só não percebia isso.
Você não vai ler isso, afinal eu não te ensinei a usar o computador que você tanto queria. Ao invés disso eu preferi te taxar como ignorante e ir atrás de tudo que você achava errado. Sua forma de falar "NÃO PAGO!" era pra dizer: não quero se cogitado apenas em problemas financeiros, também quero atenção e carinho, outra coisa que não percebi.
Aos poucos me tornei um robô, tentando se livrar a todo custo das dores emocionais que pareciam não ter soluções, queria sair correndo, sair logo de casa era sempre meu maior desejo de criança/adolescência/vida adulta e ficar longe do que me fazia mal. Me escondia atrás dos amigos, mas agora tá me fazendo mais mal ainda pensar que posso estar longe pra sempre. Fugir como? Quero sair correndo dessa situação e imaginar uma vida com uma família feliz igual a um comercial de margarina. Será que consigo? É isso, FIM!

domingo, 30 de maio de 2010

Não tenho assunto pré-programado dessa vez, até tenho mas não vejo o porque de escrever aqui. Tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que parece que to vendo minha vida passar pela janela do ônibus. Percebo que aquela angústia de conhecer o mundo passou, sabe aquela sede infantil de viver tudo que se tem pra viver e um pouco mais. Ando triste? não, ando muito feliz e muito mais feliz que antes, e acho que essa é uma das fases mais felizes da minha vida. Sei lá porque mas me vejo diferente a cada 5 minutos que passam. Nada dura por muito tempo, nem mesmo que eu penso sobre o mundo e o que penso de mim mesmo. Por isso nem sei o que faz sentido escrever nisso aqui hoje...
A angústia agora é ao contrário, não quero mais conhecer o mundo, não quero mais descontruir, nem provocar nenhuma ruptura (não que não precise, só cansei), quero construir o mundo, pelo menos o meu mundo e sentir que tudo não está passando em vão (por mais que saiba que não, as vezes parece). Só que o que construir? Como construir? Porque construir? E com quem construir? Tantas perguntas sem respostas que continuo na saga por nada, ta bom assim.. Tô feliz!

(Sem figurinha, sem texto justicado, sem título, sem compostura e nem nexo nesse post)

sábado, 22 de maio de 2010

Odeio odiar

Juro que minha intenção nesse blog não é somente reclamar da vida, mas questionar e tentar por sanidade nessa vida insana. Pensei em vários temas legais e pra cima pra os próximos post e que combinam comigo, porém esse tema falou mais alto na ultima semana; o ódio. É feio odiar ?! Só que é inevitável. Digo e repito, a separação entre o ódio e o amor é uma linha ténue. Só que há grande diferença entre os dois. O ódio é um sentimento forte provocado por uma mágoa profunda de algum problema grave com quem você ama e/ou amou.
Ontem eu pude entender o motivo do meu ódio após uma aula simplesmente maravilhosa. Quando o professor dizia que a sociedade burguesa foi formulada com a utilização da moral para reprimir desejos, ou seja, "domar" as pessoas. Não que isso seja errado, pois necessita-se de "castração" de vontade para viver em respeito com o próximo. O famoso "Seu direito acaba quando começa o do outro". A relação desse pensamento para o tema desse post está no fato que todo o meu ódio foi montado contra pessoas que inibe meu "gozo", minha felicidade, e ações que me fazem bem, simplesmente por acreditar saber, melhor do que eu, o que é melhor pra mim. Agora eu compreendo minha revolta pelo mundo. Odeio todos aqueles que tentam me moldar para padrões que consideram correto. Não que eu seja a dona da verdade e soberania, mas acho complicado alguém considerar saber o caminho certo pra tudo, daí a idéia do blog combinando perfeitamente com o meu ódio rotineiro. Vamos relativizar gente e compreender, quem não tem essa capacidade será o alvo do meu ódio.
Enfim, sem mais delongas.. Beijos

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Êta família! ..."


Bem, dia das mães passou e esse post não será mais um daqueles que tentam comprovar que minha mãe é a melhor do mundo (porque não é). Até porque eu odeio esses clichês, e dia das mães se encaixa perfeitamente nisso quando te faz lembrar que a pessoa que te deu a vida é alguém especial, por que você esquece disso nos outros 364 dias do ano.
O interessante dos feriados "familiares" (e nisso entra dia das mães, dia dos pais e natal), não é pela a data em si, mas sim pela capacidade de reunir/unir as familias, o que deveria ser mais comum, só acontece devido a esses feriado. Não consigo pensar em passar esses dias com um amigo por exemplo, mas eu também não consigo entender esse fingimento de família unida só nessas datas. Como uma típica suburbana que sou, reunião da família significa peculiaridades maravilhosas que fazem entender o conceito (que acabei de formar) de suburbaneidade, nesse conceito entra:
  • conversas sempre aos gritos
  • piadas de português e sexo
  • assuntos "polêmicos" sendo debatidos após muita cerveja na mente como política, religião e futebol.
  • Excesso de comida (todas as tias fazem um prato de comida diferente)
  • Brincadeiras com crianças do sexo masculino com idade inferior a 3 anos; "Vou pegar esse piru hein?"
  • Conversas com você (jovem na faixa dos 15 aos 25) no estilo "É um absurdo essas meninas de hoje em dia, fazem sexo com qualquer um". "Isso, estuda mesmo para garantir um futuro". "Nossa te peguei no colo, como você cresceu hein.. como era levada".
Descrevi um cenário, que eu pelo menos considero, típico de Brasil. Motivo para o seriado A grande Família ter feito tanto sucesso nos anos 70 (durou mais de 15 anos), montarem uma releitura atual e fazer tanto sucesso de novo é o reconhecimento do público com os personagens. Vai dizer que ninguém conhece uma mãe zelosa como a Dona Nênê, que ninguém tem um parente 171 como o Agostinho, que ninguém tem um tio/pai fresco e chato como o Lineu Silva, que ninguém tem um primo "vagabundo" e dependente da mãe como o Tuco (esse é o meu caso), uma vizinha/amiga doida pra desencalhar como a Marilda, e por ai vai. Personagens comuns no cotidiano de bairros de classe média carioca, e posso garantir com firmeza que ai que se encontra nossa identidade e brasilidade.
Acho linda essa verdade sub-urbana, e está em mim esse espírito, não quero e não há como fugir disso.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

É politicamente correto ser politicamente incorreto


Após momentos de insanidades e ruptura da geração passada, percebo que a "moda" atual é o politicamente correto. Geração passada tentou romper com tradições que não se encaixava no modelo de vida que estava surgindo e para isso foi necessário radicalizar, usar todas as drogas possíveis e imagináveis, preferir a música que expresse todo o sentimento de ódio ocasionada pela repressão moral, o prazer individual posto no mais alto grau de importância, construir um mundo melhor nem que seja na imaginação, tudo que fosse necessário para quebrar conceitos e agregar uma nova maneira de agir e pensar. Como eu disse anteriormente conseguiram muitas coisas e na atualidade fica difícil saber contra o que estamos lutando, com o que vamos romper? Percebo que a ruptura proposta agora é volta aos moldes antigos, já que o "novo" não surgiu o efeito esperado, ocorreu o contrário, só nos destruímos e destruímos o ambiente que nos cerca, ou seja, foi um tiro no pé. Vejo a juventude hoje com certo receio de "porra loucar", e posso me incluir, também não sou a rainha da libertação não. Quando eu estava no colégio minha professora de história (porque será hein?!?!) falou uma frase que me marcou bastante, ela disse "-Vocês querem ser diferentes, mas o fato de quererem ser diferentes já os tornam iguais". E o ser "diferente" hoje inclui em ser o politicamente correto.
A adolescência é um momento decisivo, momento de construção de identidade, esse processo monta uma vida inteira baseado em conceitos, grande parte adquiridos nessa fase. Se antes era moda entre os jovens fumar, hoje em dia é criminalizado, assim como bebidas e drogas. São exemplos para ressaltar a idéia de um juventude pré-moldada dentro dos padrões que a geração passada tentou descontruir. O ato de romper atualmente ficou defazado, quando se há a idéia de que não há o que romper. Não sou a favor de radicalismo, mas acho válido que não haja uma receita de como o jovem deve agir, seja de forma rebelde ou comportada. Tem que se romper mesmo é com a idéia da necessidade de um molde de juventude perfeita. Apesar de reclamar da idade, ainda me considero jovem, e minhas atitudes são decorrentes de uma maneira de pensar e agir, faço tudo que me convém ser o certo, independentemente de que esse certo seja realmente certo para outros ou não. É simplesmente revoltante a arrogância de achar que o nosso certo é mais certo que os certo de outros. Ser politicamente correto ou incorreto tanto faz meus caros, como diz a grande filosofa Pitty:"O importante é ser você, mesmo que seja estranho.."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Campanha: CHEGA DE DRAMAS!

Conversando com um amigo outro dia, me deparei com uma revelação: ele me considera uma pessoa FELIZ! Fiquei muito feliz com isso, pois sempre achei que passava justamente o contrário. Ah, mas eu sofro bastante, juro que sofro. Uma psicóloga disse para mim assim: "-Você não se permite sofrer", não vou dizer que ela estava mentido, óbvio que não, simplesmente não acredito que ficar chorando, e chorando, e sofrendo, e chorando mais um pouco, irá trazer algum suposto alívio para você. NÃO! não se sentirá aliviado sofrendo "tudo" que tem pra sofrer, só o tempo vai passar e o problema ainda estará ali. Se o problema não tem solução ficar sofrendo para que? Se uma coisa que não suporto é piedade alheia, sei que sou radical ao pensar dessa maneira, mas a grande maioria dessa piedade tem por trás um sentimento de superioridade enorme por parte do suposto "ombro amigo". Tem quem que curte piedade alheia e assim conseguem algo, mas meu orgulho não me permite fazer isso, não me permite nem sofrer dessa maneira. Concordo com Drumonnd quando diz "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional". Que me desculpem os poetas, mas não consigo ver beleza em sofrimento alheios, e não vejo beleza quando esse sofrimento é o meu. Por mais lindos poemas possam ser feitos na dor, para quem sofre creio que não é nada legal. Vou ser mais radical ainda em dizer quem vive de sofrimento significa que vive em eterno ócio. Minha avó tá certa quando diz que cabeça vazia é oficina do diabo. Aos sofredores de plantão vou mandar o famoso "vão lavar uma roupa suja.."



ps: devido a uns recentes acontecimentos, meu suposto sofrimento se findou e ocupei minha mente com outras coisas. Prometo uma melhor análise sobre o tema da próxima vez que eu voltar a ficar triste.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Utilizando a retórica para combater a retórica


Estava pensando em analisar aqui um tema muito importante para nós universitários brasileiros: o poder da retórica. Calhou que enquanto formulava discussões sobre esse tema, Brasília fez 50 anos. Não tem como separar o poder da retórica com poder político. É através da retórica que se faz um político em qualquer lugar no mundo, e em Brasília não seria diferente. Como historiadora que sou, posso fazer diversas análises de como a utilização da retórica foi de importante para os principais fatos da história brasileira. O poder de Juscelino Kubitschek de argumentar a necessidade da criação de uma cidade no meio do nada, teoricamente seria o centro do país, para se tornar a capital, pode ser um exemplo.
Como seres humanos, temos o poder do logos; do verbo. É isso o que nos diferencia dos animais: a razão (as vezes penso que razão é essa). O homem seria naturalmente um animal político. A utilização desse artifício começou lá nas assembléias da Grécia Antiga e se perpétua até os dias de hoje.
Com um incrível medo de que esse post vire uma aula de história vou me limitar a questionar o poder da retórica tanto no passado como no presente. O que seria do Brasil se não fosse a retórica? Tentam nos convencer que o brasil foi "descoberto" a exatamente 510 anos por Pedro Álvares Cabral, olha a retórica influenciando pensamentos. Nosso principie real, D. Pedro de Alcântara, era tão astuto a ponto de promover uma "revolta" contra sua própria família, a fim de manter os interesses da mesma. Os famosos "independência ou morte" e "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que FICO", entraram para história do Brasil porque D. Pedro I sabia utilizar perfeitamente a retórica para a manutenção de seus interesses. Seu filho também não ficou atrás, o único governante deste país que ficou mais 40 anos no poder foi D. Pedro II, haja retórica e jogo de cintura. Outro exemplo é Getúlio Vargas, em período de segunda guerra mundial se manteve apoiado pelos divergentes setores da sociedade brasileira, assim conseguiu ficar 15 anos na presidência e depois retornou ao poder nos braços do povo. Até em sua morte teve uma brilhantismo enorme do seu poder de retórica com a conhecida frase "Saio da vida para entrar para história". Não se pode esquecer de nosso "querido" presidente, o grande comunicador, Lula. Suas metáforas tem o poder de atração em seus argumentos, esse seu poder que o fez ser eleito e reeleito, e talvez será o grande causador da eleição de Dilma Roussef para presidência da República. Claro que esta é uma análise superficial de alguns personagens conhecidos da história, existe uma complexidade enorme na interpretação da atuação de cada um desses nomes.
Concordo plenamente quando se diz que todo ser humano é um ser político, pois todos nós temos o poder de formular opiniões e argumentos e assim o poder persuadir o próximo direta e/ou indiretamente de que sua opinião é a mais coerente, e também concordo que o ato de fazer política, utilizar o logos, se dá no cotidiano e não apenas nas esferas de instituições políticas. Em uma mesa de bar, qualquer que seja o assunto, sempre que houver dois pólos divergentes em um mesmo assunto, terá sempre aquele que se sobressairá na opinião do outro.
Não que eu seja contrária aos que possuem esse dom. Ao meu ver, antes de termos uma boa argumentação deveriámos ter boas idéias. Não necessariamente um bom argumentador tem boas idéias, vide muitos políticos em Brasília, assim como um péssimo argumentador teria idéias ruins. Enfim, acredito que o que deveria prevalecer são as boas idéias, deveríamos prestar atenção na legitimidade de uma idéia antes de nos levarmos pelo melhor argumento. A preguiça de parar para pensar ocasiona adoção de idéias, pensamentos e ideologias por vezes fajutas que tem com o único intuito aproveita-se de sua inocência. Conclusão: é de vital importância termos opiniões próprias sobre os mais variados assuntos, para não cairmos na conversa de um bom orador. FIM!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Perdi a(s) oportunidade(s)... (2)

Puxando o gancho do post anterior, comecei a analisar toda minha vida amorosa e todas as oportunidades que já perdi.. vamos lá
  • Poderia ter deixado meu orgulho de lado e meu amorzinho do ginásio teria sido mais que um amor platônico.
  • Poderia ter deixado a timidez de lado e ter curtido cada pedaço de um amor juvenil tão bonito e verdadeiro.
  • Poderia ter deixado meus preconceitos religiosos de lado e poderia ter sido amada como nunca antes e receio que jamais serei.
  • Poderia ter tido mais paciência e jogo de cintura, e estaria mais feliz neste momento.
  • Poderia/posso me jogar no escuro e aproveitar as loucuras dessa vida, sem pensar no amanhã.
  • Poderia/posso me servir de um amor seguro e estável, com a solidez de um futuro tranquilo.
Só me resta mesmo acreditar que fiz as opções certas, afinal não se tem pra onde fugir. A vida é a junção das opções do passado com as idéias do presente. O poderia é mera brincadeira da sua imaginação que se faz presente quando o seu presente não está de maneira satisfatória. Só me pergunto se um dia o presente estará de maneira satisfatória que a imaginação não conseguirá bolar nenhuma idéia melhor, de um possível presente melhor que o atual. E caso isso ocorra estaríamos estagnados, sem pensamento de evoluir, ou se seríamos de fato pessoas felizes?
Nesta listinha tem coisas que ainda há possibilidades de mudanças, basta definir se é isso que eu quero. Basta saber que quando eu decidir será no momento exato ou tarde demais. Aguardem as cenas dos próximos capítulos...



quinta-feira, 15 de abril de 2010

Perdi a oportunidade...

Estava eu, feliz e sorridente, voltando para casa, viajando em meus pensamentos. A viagem é longa por isso me transporto para outro planeta durante uma hora e meia do centro para Anchieta. Quando escuto um "- Da licença". Ignorei como sempre faço, e voltei a pensar na morte da bezerra. O ser humano do meu lado coloca um casaco e dorme (era ônibus de ar condicionado). Quando volto ao planeta terra, percebo o ser do meu lado. Olhei de novo, pensando bem, aquele ser não era tão desconhecido assim. Perai, não era desconhecido como já foi um "grande" amiguinho. Sim, meu vizinho, sabe aquele que você brincava de pique-esconde enquanto seus pais tomavam cerveja e falavam de futebol, então, aquele que conhece sua vida interinha, vive do seu lado, está sempre presente no mesmo ambiente que você, porém você mal consegue lembrar o nome. Olhei novamente para ter certeza, sim era o mesmo menino que um dia teve alguma importacia no meu limitado ciclo social da época e hoje é um semi-conhecido de "ois" aleatórios. Reparando bem, as pessoas mudam né, como não pude reparar nessa transformação de menino/homem durante todo esse tempo? O que que aconteceu para que uma pessoinha que eu me dava tão bem com o tempo se tornasse um insignificante? Ai começa os "e se..". E se.. eu tivesse reparado mais nele na época do princípio da adolescência, poderia ter se tornado meu primeiro namoradinho, meu primeiro amor, meu primeiro... Enfim, alguém mais concreto em minha vida. Comecei a pensar, que o sentar ao meu lado, pra ele, não foi tão aleatório assim. A viagem acabou, soltamos no mesmo ponto, e aquela breve troca de olhares confirmou a idéia do "se..", mas já era tarde. Os primeiros já passaram em minha vida e ele voltou a ser insignificante.
Como sempre outra oportunidade perdida dentre tantas que já perdi. Se prender no "e se" é sempre muito tenso, imaginar tudo que poderia ter sido e não foi, por simples falta de dedicação sua (que a gente prefere culpar o destino), tanta felicidade evitada. Uma viagem que menospreza totalmente o presente e todas as oportunidades que foram sabiamente aproveitadas. A gente nunca sabe no exato momento qual será mesmo a escolha certa, também se soubesse não teria tanta graça..

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Coisa de quem doa sangue


O objetivo desse blog está além de discussões a respeito de relacionamentos e vida pessoal da autora. Penso que é válido questionar praticas/pensamentos que vejo/sinto pelas ruas, mas também fazer propaganda daquilo que julgo ser importante. E julgo importante espalhar essa campanha. Por isso meus caros, doe sangue, é simples, fácil, e ajuda muito quem precisa. Vamos espalhar essa idéia por ai. Você careta, pare de se gabar que só faz sexo seguro com seu parceiro de mais de 10 anos de namoro, pare de falar que é contra drogas, que nunca usou, pare de se gabar por ter um vida regrada e consciente, pare de se julgar superior aos que fazem justamente o contrário, pois isso só é válido para quem deseja se tornar um doador como eu me tornei nessa última sexta-feira. Quer testar sua caretice? Tente doar sangue, se conseguir, sim! você é careta!

Definição de careta: Pessoa antiga, fora da moda, antiquada. Aquele que sempre segue os padrões antigos, que não arrisca coisas novas e diferentes.
Definição de porra louca: Aquele que quebra regras e padrões regentes implicitamente na sociedade.

Vamos voltar no tempo e pensar nos anos 60, muito sexo, drogas e rock and roll. Quebrar normas e valores que não se encaixava na modernidade era de fundamental importância para os jovens da época. Careta era quem mantinham padrões e apenas repetia os valores dos pais sem questionar. Conseguiram o que queria? Sim! Mudaram muito, mudaram tanto que hoje estou aqui pra questionar os significados do o que é ser porra louca e o que é ser careta nos dias de hoje. Não consigo designar diferenças muito grandes entre as duas maneiras de levar a vida nos dias de hoje. Não usar drogas é ser careta? Perai, seu pai usou drogas quando era mais novo e nem por isso se tornou um marginal, perdido e sem futuro. Ir a igreja aos domingos é uma atitude careta? Perai, mas drogado, praticante de orgias sexuais, também acredita em deus e sonha em ir pro céu.
Que valores o porra louca de hoje quer derrubar? E quais são os valores que o careta quer manter? Que valores o porra louca quer manter? E quais são os valores que o careta quer derrubar? Quem nunca foi porra louca por um dia e careta no outro?
Acredito que é ótimo ter os dois lados para se ter uma mente e uma vida equilibrada. O ser porra louca e o ser careta depende do modo de levar a vida de cada um. Então, se você não usa drogas, se você tem uma vida sexual segura, o meu ver, você é careta. Utilize sua caretice para salvar vidas. Doe sangue.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

#2012feelings




De acordo com os cálculos dos Astecas o mundo acaba nos próximos 2 anos. Com todas essas notícias sobre o terremoto no Haiti, Chile, México, chuvas no Rio de Janeiro, pai jogando filha pela janela, violência urbana, ciclone no hemisfério sul. Todos pensam: provavelmente que houve um erro de cálculo. O mundo está acabando AGORA! Ligue a TV, veja as notícias, quantas são notícias boas? e quantas são ruins? Mas então, essa sensação de final dos tempos tem haver com tantos desastres naturais? com a desigualdade social sendo presenciada todos os dias? com o desamor ao próximo? ou com as notícias sendo vinculadas de maneira tão global, rápida e instantânea? É impressão minha ou os acontecimentos afetam o dia-a-dia de todos com maior velocidade nos dias de hoje que a 10 anos atrás? Está tudo muito próximo. Tudo acontecendo ao mesmo tempo agora!
Me pergunto: será que no século XIX não haviam desastres naturais, desigualdades sociais e desamor ao próximo, nem todos essas problemas que vemos hoje? Acredito que haviam sim, mas o mundo inteiro não ficavam sabendo. Essa é a principal diferença. Assusta muito ver notícias de desastres o tempo inteiro. Melhor então seria não ficar sabendo? Não! notícia é um produto importante a ser vendido e fundamental para nossa sobrevivência. Isso é bom? Sim claro, afinal se não fosse o twitter, meus amigos, moradores de Niterói, teriam saído as ruas e iriam encontrar assaltos, saques, e todo o caos na cidade, porém ao ficarem sabendo das notícias não saíram de casa. Vidas poupadas graças aos meios de comunicação.
NÃO! O mundo NÃO está acabando! NÃO, não é um problema da atualidade! Problemas a humanidade sempre enfrentou ao longo dos séculos, problemas que refletem nos dias de hoje, com a pequena diferença que o valor da vida dos cidadãos ganhou importância maior (alguns cidadãos mais que outros, claro!). Notícias nos afetam, os desastres também, mas quando está próximo, e só está mais próximos graças aos meios de comunicações. Quando está distante só lamentamos. As próprias notícias segregam de maneira desigual a atenção entre local dos desastres e as pessoas que são afetadas. E volta a chover em Anchieta, alguém ai está sabendo disso?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

...solidão que nada


Reclama-se muito de solidão nos dias de hoje. Falo isso porque até eu já cansei de reclamar de solidão e sei que irei reclamar bastante ainda. Fico me perguntando a diferença sobre o que é estar sozinho e o que é ser sozinho? Bem se você tem mãe, pai, avó, não é sozinho. Certo? Parentes só suprem suas necessidade quando se é criança. Ai você cresce, sua vida passa a ser seu ciclo social, sua vida se resume a seus amigos, você não se sente sozinho porque tem seus amigos. Daí você cresce mais ainda, seus amigos começam a ter outros amigos, você começa a ter outros amigos. E agora? São tantos amigos, iupi! que felicidade! sou amado! fim! Perai, mas e o "amigos para sempre"? Mas e o "amizade verdadeira tem que se estar junto sempre"? Seu amigo agora tem trabalhar para ajudar em casa, e você também. Ah, tem os finais de semana, não? quer dizer tinha. Final de semana é para passar com a namorada né. E você? ah você vai pra pista, afinal tem sempre um amigo solteiro. Não é lá tão amigo seu, mas alguém que quer curtir a vida como você. Ta tudo certo então? Perai, a vida é isso mesmo? Ah então, o que falta é um namorado? É isso que vai fazer você se sentir menos solitário? Volto a pergunta inicial, qual é a principal diferença entre ser sozinho e estar sozinho?
Não tenho resposta para metade dessas perguntas. Acredito que todos somos solitários justamente por estarmos presos a nossa própria vida. Somos todos solitários, com ou sem namorados/amigos, por prestarmos atenção só na nossa própria solidão. Eu sou solitária sim, não por falta de amor do próximo para comigo e de mim para o próximo, mas sim por eu sofrer do mal do século como todo os cidadãos desses planeta.
Pensando bem não somos sozinhos, preferimos ser assim. É uma escolha, dessa incessante busca por algo que não sabemos o que. A vida está cheia de sentido, só não nos damos conta disso.. Acho que enquanto houver quem diga "gosto de você" ta tudo certo. Enquanto houver pessoas assim na sua vida você só ESTARÁ sozinho por um momento, não SERÁ uma pessoa sozinha. Afinal, é bom ter sua própria companhia as vezes né. Tentar fugir da solidão pode ocasionar um sentimento de vazio e se ver como uma pessoa vazia ai sim é muita infelicidade. Medo da solidão é pior que a solidão de fato.
Solidão não é sempre um problema, as vezes solução. As vezes bom, as vezes é ruim. Coisas da vida...

domingo, 14 de março de 2010

Foi ele quem começou...



Fico me perguntando o que existe por trás das implicâncias? Porque temos a péssima mania de dificultar as relações pessoais? E quem está vos falando é uma implicante mor.. mas porque isso? Será que a idéia de aceitar os defeitos alheios é pura balela? Para não romper definitivamente com a pessoa fazemos pequenas implicâncias diariamente. Vejo isso em casais de namorados, pais com filhos, irmãos, entre amigos. Amamos demais as pessoas que não podemos deixar que pequenos conflitos acabem com tudo, porém odiamos demais certos aspectos que não podemos guardar para nós. Implicâncias ofendem, mas ainda acho essencial para manter uma relação saudável. O único problema é quando essas implicâncias passam do limite tolerável. Daí é uma linha tênue, por vezes difícil de se encontrar.
Implicância é amor, vide seu irmão mais novo, pois é, ele te ama. O implicar é uma atitude espontânea e sincera, por tanto mantendo o pensamento de que nada é perfeito, implicar é fundamental...

terça-feira, 9 de março de 2010

Aaah o AMOR!


Bem, vamos entrar então em um assunto "mulherzinha": o amor. Impressionante que na opinião de amigos a relação Marcela e amor não combina, dizem que eu sou a típica "durona" que não chora em filmes, que acha tudo brega, que amor é algo inventado por Hollywood. Apesar de todos os comentários contra, sim eu tenho sentimentos, pasmem eu tenho! Penso que o amor é algo que se consegue aos poucos regado por admiração, respeito e carinho. Qualquer que seja o amor sempre terá essas premissas básicas. O amor de mãe para com um filho, o amor de dois amigos, e também o amor sexual. Esse ultimo amor é o que eu considero mais complexo, mas difícil de ser mantido e cultivado. Porque seres humanos são feitos para complicar a vida, senão não teria graça estar no mundo, seriamos meros animais de passagem pelo mundo.
Quando estávamos lá no primário tudo era mais fácil, odiávamos os meninos e pronto, o grande amor de nossas vidas era um desenho animado. Agora penso que este ser pra vida toda era coisa de Hollywood que me afetou, até quando achava que era a unica que resistia. Falam que o amor é egoísta, não acho isso. Esquecem que amor pode ser dado a qualquer momento e a qualquer pessoa. Procuramos incansavelmente aquele que se encaixa nos nosso ideais, sabe o "príncipe" perfeito para mostrar para os amigos e família. Essa forma de pensar só demonstra a consequencia da ascensão no Hollwoody way of life, a consequencia dos contos de fadas, do telecine pipoca, da sessão da tarde. Estamos sozinhos, sem saber amar e sem ninguém por perto. Hoje eu acredito no companherismo, na parceria como uma forma de demonstrar o amor puro e simples. Não precisamos ter alguém do seu lado para completar o vazio sentido por uma vida que busca distração o tempo todo. Parece que pessoas são meros objetos para se passar o tempo, mas ai não cobre o vazio, o que que se faz? Vai para balada com suas amigas e quando não acham reclamam que nenhum homem presta. Sabe aquela tal metade da laranja? será que ela existe mesmo? alma gêmea? Não creio. Não é a pessoa quem vai se encaixar nos nossos desejos, nos adaptamos a pessoa por opção. Decidimos quem amar, decidimos aceitar todos os defeitos, todos os problemas junto com ela, e assim este ser nos mostra todas as soluções de uma vida que antes parecia ser apagada e sem brilho. Nada mais importada do que a felicidade desse ser. Estar perto se faz a unica necessidade vital para sua existência, porém isso tudo se consolida quando você percebe que nada pode acontecer que vai derrubar o que foi construído pelo tempo. Acabei de descrever a transformação de uma paixão para um amor puro e simples.
Eu não tenho a formula certa de como encontrar o amor, eu não tenho a formula certa de nada. Aposto de quando eu mesma ler esse texto irei discordar de metade do que eu falei, como dizem não sou o exemplo de uma pessoa amável. Sei que o amor está em nós, basta saber dar e aprender a receber. Um dia eu aprendo, já sei o caminho..

segunda-feira, 8 de março de 2010

No dia internacional da mulher, me vi fazendo um programa bem "mulherzinha". Sabe aquele filme bem telecine pipoca que fala de amor com tema do dia dos namorados. Pratiquei um dos estereótipo do que eu sempre fugi na minha vida, os símbolos/atitudes/pensamento típico de mulher. Não chorei no final, confesso que fiquei pensativa, porém o final feliz acabou com qualquer possibilidade de análise que poderia ter feito. Explicação para TODOS os programas de TVs se dedicarem a "assuntos" femininos" no dia de hoje? Fico me perguntando porque que esses "assuntos femininos" são tão limitados? Filhos, maquiagem, homens, TPM. Sinal de modernidade é ver mulheres não querendo casar, então eu era uma mulher moderna e não sabia. Por vezes penso que sutiãs foram queimados a toa. Sexismo está ai a nossa frente, nas palavras que ouvimos (e talvez falamos), em cada canal de televisão e revista feminina dizendo o que se deve ou não fazer. Hoje eu fiz um programa "feminino", fui ao shopping center, vi uma comédia romântica que fala de amor, porém não me senti mais mulher por isso. Insensível? Não creio que eu seja, acredito no amor (não como se é vendido), tenho TPM, por vezes sou carente, mas também tenho opiniões e vontade que vão além da necessidade de ter um homem e/ou formar uma família. Ainda acho esse dia algo controverso, prova disso são as homenagens às mulheres no dia de hoje. Claro que a mulher passou por injustiças, discriminações ao longo da história e ainda passa no presente, porém não consigo ver em homenagens do dia de hoje algum sinal de mudança, nem sei se verei um dia. Vejo só reafirmação da futilidade e superficialidade no pensamento do senso comum sobre o que é ser mulher. Vamos esperar que um dia isso mude. É isso. FIM!

domingo, 7 de março de 2010

O dia internacional da mulher

Já passou da meia-noite, então posso dizer que hoje é o Dia internacional da mulher. Fico muito grata por ter um dia PARA MIM! LINDO! O SER mulher é muito complicado, pelo menos posso dizer isso por ser uma. Significa ser obrigada a TER COMPOSTURA. Há quem faça a diferença de postura feminina da masculina, e realmente são "papéis" diferentes na sociedade, afinal homens e mulheres são diferentes. O TER COMPOSTURA para a mulher é equivalente a ter características/pensamentos/atitudes pré-moldadas, como por exemplo ser doce, amável, sexy, atraente, ser recatada, dentre outras exigências para você ser considerada uma mulher de respeito. Fico me perguntando até que ponto temos que nos prender a isso? Fico me perguntando até que ponto nós mulheres não exigimos isso de nos mesmas? Venho aqui só pedir menos compostura de minhas amigas. Parem com esse medo eterno de não ser aceitável para seu "príncipe". Sociedade estranha esse onde os homens arrotam, gritam, xingam e temos que aceitar, mas a mulher "direita" não bebe, não fuma e não gosta de sexo. Será que um dia isso acaba?

Vamos por parte..

Primeiro a idéia do blog surge de uma necessidade de falar, gritar pro mundo o que eu penso, por vezes passa batido. Me vejo cheia de opiniões e pouco espaço para expor e/ou impor minhas idéias. O nome do blog está ligado a um "estilo de vida" que adotei para mim da adolescência para cá. Pedem-se bons modos, maneiras certas de agir, uma conduta apresentável, é montada a necessidade de se construir uma imagem. Não sei o que aconteceu na minha formação que eu nunca me preocupei com muito com isso. Parto do princípio que não podemos dominar o pensamento alheio e julgo importante a espontaneidade, mas confesso que muitas das atitudes "espontâneas" trouxeram grandes perdas e problemas. Ai penso não existe vida perfeita e mantenho esse jeito controverso de ver a vida. Se continuarei sem compostura eternamente eu não sei, pelo menos enquanto durar esse blog. FIM!