terça-feira, 20 de novembro de 2012

Doce insônia


Doce é o caralho, quero dormir! Me deixa em Paz!
Ok, eu quero dormir, o que eu não quero é acordar...
Não, não quero morrer não. Passo longe de ser uma suicida.
Gosto da vida, só não gosto da minha.
Ué, não entendeu?

Doce vida!
Doce é o caralho, quero viver! Me deixa em Paz!
Ok, eu quero a vida, o que eu não quero é continuar vivendo com a minha.
Não, não quero morrer não. Passo longe de ser uma suicida.
Gosto da vida, só não gosto da minha.
Ué, não entendeu?

sábado, 17 de março de 2012

Preciso de alguém para abraçar...

O que são as palavras comparado a um abraço?

Calor humano gratuito, amor gratuito

Não se expressa em letras, fonemas, sílabas.

Antes de desejar alguém para conversar,

Pense se tens alguém para abraçar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eu me conheço

... e me reconheço,

...nas coisas, nas pessoas, no espaço e no tempo.

Sou inteiramente EU
Incrivelmente EU
E infelizmente EU


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Não me apresse..
Não me obrigue a correr.
Estou caminhando.
A diferença entre nós, é que eu gosto de apreciar a paisagem.
Então, tudo deve ser observado e sentindo com calma.

Se eu for correndo chegarei lá mais cedo, mas pra quê?
A graça não é justamente a suavidade do caminho?
Mas me impuseram tempo, e o tempo tá curto..
Me mandaram gerar resultados, resultados definidos, e pra ontem.

O que me resta? Obedecer... Afinal, eles sabem o que é melhor pra mim.
E pra isso me colocam contra minha própria ideia de vida.
Eu tentei resistir, desculpa... ideia vida
Eles são mais fortes que eu, e você tem que ser sacrificada.



Para longe de mim vão as certezas.
Sou um emaranhado de ideias soltas que não se comunicam.
Eis aqui a personificação do confuso.
Dialogo com contradição, não por esporte, mas por essência.
Conectá-las é o mesmo que perder a identidade, cuja, esta, é indecifrável.
Resultado: inexatidão de qualquer coisa
Decisões fogem do meu controle.
É o descaso do acaso que me leva.
Este sim, é vil, maldoso e impiedoso
Mas só há espaço pra ele em meu mundo.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

À noite

À noite por si só é bela e poética. Para muitos, a escuridão, vinda com o cair do sol, é motivo de agonia. É recorrente a ligação do profano com a noite. Enquanto que emergidos pela luz solar estamos "iluminados". O termo “iluminado” como algo meramente divino, por tanto oposto a escuridão/profano. Sem esta luz, encontrá-se tudo aliado ao, como eu disse, profano. Mas a valorização do dia também se remonta na sociedade capitalista. São nas horas do dia que se trabalha. Logo, o dia se valoriza, agora não pelo seu valor divino, mas sim pela nobreza ao trabalho que ocorre na parte do dia. A hora comercial se equivale à hora do labor, por isso o dito popular, associando a moral cristã com os valores modernos moldados pelo capital (ambos sempre andaram juntos em grande parte da história ocidental, mas isso é outro papo), “deus ajuda quem cedo madruga”. Por tanto, a imoralidade, o errado, se alia a escuridão da noite, assim como na noite se encontram aqueles a margem do sistema, malandros, mendigos, prostitutas... aqueles cujo não há necessidade de utilizar a noite como lugar de descanso do trabalho diurno.

Preconceitos ainda são enraizados sobre a noite e seus apreciadores (nisso eu me incluo). Esquecemos que os avanços tecnológicos favorecem a utilização da noite. A utilização da energia elétrica favoreceu essa sociedade indutrio-capitalista (se é que esse termo existe), assim como a ampliação do comercio, cujo atendimento se estende a noite. Há uma intensa demanda por lazer noturno, creio que tende a se ampliar cada vez mais. Nossos adolescentes já cultivaram a cultura de "vida noturna badalada".

Para mim a noite perpassa qualquer pensamento filosófico ou explicação histórica, é a cima de tudo uma sensação, e por isso, suficientemente poética. Na noite há belezas que o dia esconde, essa afirmação parece ser contraditória, já que o dia “ilumina”, mas o excesso de luz nos cega. Os olhos cegam nossos instintos e sensações. A sociedade moderna, veloz, agitada, nos exige toda atenção durante o dia. As práticas são quase que mecânicas para suprir todas as exigências, e a noite é um momento onde nada pode ser feito, apenas esperar o próximo dia para que todas as preocupações possam ser supridas. Então, obrigatoriamente, a noite é um momento de relaxar (entenda o relaxar como algo individual, pode dormir, gozar, beber, ler, e etc.), mas também são horas únicas de reencontrar os sentidos, e por isso a noite é mágica. O barulho dos carros desaparece, a quietude é instaurada, o calor diminui. Dependendo de onde se mora, é o momento onde os grilos cantam, que as plantas exalam seu cheiro, ou pelo menos é o momento onde nós paramos para sentir esses pequenos suspiros da natureza em meio a "urbe". Não se esquecendo do símbolo máximo da noite, a lua, que sua beleza por si só já desfaz qualquer necessidade de definição. Ou se você mora em uma grande cidade é o momento onde se ouve barulho sim, mas de gargalhadas em algum bar próximo, felicidade se mostrando gratuitamente (ou quase). Ainda que seja o momento em que você pode se sentar na frente do computador e escrever qualquer baboseira para um blog, ainda sim a noite será um momento só seu. Boa noite.

domingo, 24 de abril de 2011

Excesso de expressão


Utilizo todas as redes sociais, todos os sites de relacionamentos: twitter, facebook, orkut. Já sai do netlog, Hi5, e semelhantes. Se antes a reclamação de parcela da sociedade era a falta de liberdade de expressão, agora acho que sofremos com o excesso. Muitos meios para se expressar, mas o que dizer? E não fujo dessa questão, fiz esse blog com o intuito de me expressar, mas agora mesmo chego a conclusão que não disse nada de realmente inovador nesse blog, e realmente não tenho nada demais a falar a não ser meus devaneios, dúvidas rotineiras, nas quais, são problemas que apenas interessam a mim. Sofro do mal da humanidade, a eterna necessidade de falar e a pouca paciência em ouvir. Um ano depois de ter esse espaço, percebo que nenhum dos meus objetivos foram alcançados. Enfim, apesar de reconhecer minha falha, vou permanecer tentando utilizar esse espaço para algo produtivo, afinal reconhecido o problema, vamos resolvê-lo.
Poderia entrar em um debate filosófico sobre essa necessidade de se expor tanto tempo, daí ínumeros sucessos televisionados como os realitys shows, enunciação dos afazeres diários na internet... O que é assustador, não é essa tamanha liberdade em se dizer o que pensa, é concluir que não se pensa. Não me coloco em um patamar elevado, mas uma das poucas cientes de se precisa construir "sustança" no meu EU interior.
Então, vamos ler, vamos nos informar, vamos aprender a escrever (um dos meus objetivos nesse blog), vamos nos aprofundar em todos os assuntos, vamos conhecer o que acontece no mundo, e vamos fazer isso tudo em apenas uma vida, e ainda curtir nossas futilidades. É isso, quero voltar aos assuntos sérios ou a temas divertidos, pela milésima vez prometo isso, só que agora irei cumprir! beijos!