
Não sei bem se posso dizer que minha crise atual tem haver com mais uma das crises existenciais rotineiras ou se dessa vez é algo mais complicado, se será uma crise eterna ou apenas uma mais demorada, só sei dizer que tá mais díficil. Tem horas que o destino te prega uma peça difícil de se conseguir achar graça depois. Já li e reli a piada, mas dessa vez não consigo achar graça, não consigo voltar as gostosas gargalhadas, aquelas bem altas e prolongadas, aquelas que dá vontade de chorar, que dá dor na barriga, aquelas gargalhadas onde até os seus olhos riem juntos. Nem com o líquido dourado, que tem o poder de trazer a felicidade nos mais tristonhos (vulgo cerveja) consegue me trazer de volta o brilho de uma risada. O que te faz sorrir? Já parou pra pensar que todos nós temos mais motivos pra chorar do que pra sorrir, mas ainda sim rimos, porque? Casualidade de uma piada? Estar no momento exato que aquela pessoa fez uma piadinha é realmente uma conscidência, mas ai o que você tenta transformar essas conscidências em rotina estando perto daqueles que são os mais prováveis que contarão aquela piadinha engraçada (algumas pessoas julgam isso como afinidade entre amigos). Só que a piada não vem, e se vem não é tão engraçada assim. E ai? Como faz? Sem aquelas piadinhas o que resta? Repetições maquineístas das atividades dos dias, até que os dias se tornem apenas repetições, até que o tempo passe.. e passe.. e passe..
Sempre dei muito valor as pequenas felicidades cotidianas, por que eu acho que é isso o que nos resta, mas se o cotidiano não tem o brilho suficiente pra produzir essa felicidade, os dias serão apenas dias. Como diz Raul: "Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada cheia de dentes Esperando a morte chegar", realmente não quero isso, esperar a morte chegar em uma mesa de bar pelo menos deve ser mais poético.
Sempre dei muito valor as pequenas felicidades cotidianas, por que eu acho que é isso o que nos resta, mas se o cotidiano não tem o brilho suficiente pra produzir essa felicidade, os dias serão apenas dias. Como diz Raul: "Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada cheia de dentes Esperando a morte chegar", realmente não quero isso, esperar a morte chegar em uma mesa de bar pelo menos deve ser mais poético.
Pior do que se deixar ficar entregue a sorte, é não conseguir ficar entregue a própria sorte, e nisso continuo tentando, e tentando, e tentando, mas até quando? Viver é isso? Passar os anos sobrevivendo? Tirando forças para reagir, para se reerguer e assim continuar, mas continuar o que? Reagindo? Quando vai começar a parte boa? Cansei de reagir, de superar, de seguir em frente, de levantar a cabeça e olhar as coisas positivas. Ser adulto é realmente muito chato, alguém por favor me coloque de novo na bolha que minha mãe criou para mim! PLEASE?!
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