quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quando cortar o cordão umbilical?

Assunto recorrente em todas as salas de aula, ou pelo menos onde os alunos onde são vestibulandos: DESEMPREGO. Assunto recorrente para todos aqueles que tem a obrigatoriedade de conhecer os problemas do mundo, e assim fazer sua redação, e assim passar no vestibular, porque tem que entrar na faculdade informado, tem que possuir conhecimentos básicos sobre a realidade que o cerca, coisa que não costuma acontecer no colégio. Estou falando de um grupo de pessoas, abençoados por Deus, que não conhece essa triste realidade e tem suas vidas pautadas em objetivos momentâneos e superficiais, sustentadas com o conforto da renda familiar. Isso por serem jovens, serem de uma classe privilegiada. ACREDITO que um dia esses jovens em algum momento, ou por pressão familiar ou por ironia do destino (ou nunca), vão ter que sair de bolha criada por suas famílias e encarar a realidade, isto é traçar: seus objetivos para e encarar, no futuro, (ou não) os desafios que provavelmente irão aparecer. Dentre os desafios, volto ao tema citado a cima: o DESEMPREGO. E sair de uma questão meramente didática para uma situação sentida na pele.

Agora mudo de tema, e entro em outra questão, você sabe o que você quer para a sua vida? Fazer o que dá dinheiro ou o que te dá prazer? Está atendo ao que mercado de trabalho exige ou quer fazer um bem para a sociedade? O individual ou o coletivo?

1º dúvida: Como decidir algo que vai perdurar por toda sua vida se a própria vida é completamente instável?

2º dúvida: Nem sempre o prazer é a formula mágica para o sucesso profissional, você pode ser ruim no que você faz com prazer, ou pode ser muito bom mas suas qualidades não interessam ao mundo. Assim como fazer bem o que é ruim. Como decidir isso?

3º dúvida: Mercado de trabalho está ai exigindo de você qualificação, inúmeras línguas, objetividade, genialidade e todo seu esforço, tudo isso resulta conforto financeiro e um futuro tranquilo. Precisa se destacar, se qualificar e escolher a carreira do momento. E o que eu faço se eu não concordar com essa mecanização do ser humano? Bem, essa eu tenho a resposta: FODA-SE!

4º dúvida: Essa é a mais difícil de todas. Pensar em se adaptar ao mundo para conseguir benefício para você e sua família (com o tempo sua família vai precisar de você, e essa é a parte triste), ou continuar com o sonho delirante de fazer dessa joça de mundo um lugar melhor para viver, e aceitar estar fadado a dependência financeira dos outros para manutenção da sua ideologia? (sistema é cruel para quem é bonzinho). Ou aceitar que você não mudará nada, mas que quer poder escolher (DE FATO) a sua vida, e isso inclui tranquilidade, e não o estresse urbano. E aí? Já definiu a sua ideologia? E como consequência virá sua vida.

O ESTAR na bolha protegida pelos pais é a melhor fase que temos (tem pessoas que por nem essa fase consegue passar, e outras que vivem para sempre nessa fase). O SAIR da bolha pode ser uma escolha ou uma necessidade, mas em algum momento nos deparamos com questões que deixam de ser meramente didáticas, acho que é esse o grande momento de transição entre a infância e a fase adulta. E sem sombra de dúvidas, um momento beeem difícil... Beijos!

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