quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um viva a ignorância pública


Depois de tanto tempo longe aqui estou de volta, mas infelizmente com um assunto não muito bom. Não posso deixar de comentar os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro, e volto com a mesma sensação do último post, uma eterna desilusão de um mundo melhor. Lá vai o estado promover a violência, a porradaria, e pior com uma argumentação de "limpar a cidade" do mal. Qual é o nosso maior inimigo? A carta do C.V. deixava claro, o inimigo está de terno e gravatas, por isso pergunto, qual é a grande guerra? Volto a dizer, é entre ricos e pobres. A classe pobre, esquecida pelo Estado, sem políticas públicas eficientes, tentam sobreviver, as vezes no mundo ilegal do tráfico, enquanto os fornecedores/usuários, estão de terno e gravata, ipod, carro importando. O que aconteceu no Rio de Janeiro foi um desacordo entre duas partes, comandos das drogas e o estado, e quando não concordam o Rio entra em guerra. Um sistema cheio de falhas em sua estrutura, deixa a margem grande parte da população, e enfia a porrada em quem passar pela frente. O acordo foi rompido em prol de montar um Brasil pra gringo ver (Olímpiadas, Copa do mundo).
Volto ao início do século XX com o pensamento de país atrasado, mas é sim, e não por suas malezas, mas por sua forma de pensar, por ter uma população que compactua com tais fatos. Ainda quero a definição exata sobre quais são os tais bandido que a TV alarda e julga merecer levar chumbo. Isso é tentar manipular o que a realidade do dia-a-dia nos mostra. Fico muito triste e confusa, imaginar que se tem que escolher um lado, os explorados ou os exploradores. Em uma sociedade estamental, como a nossa, mobilidade social ainda é apenas através de casamentos, sorteios na megasena, ou lucrar montando algum escândalo para aparecer na mídia, ah e é claro, pelo trabalho no tráfico de drogas, armas, animais. Essa cultura do "o melhor que vence", do "malandro sobre os otários", do "dedicado versus os incompetentes", realmente não é pra mim. Ainda penso em um mundo igualitário, tanto de oportunidades, como em espaço livre para se pensar e falar. Enfim, sem me prolongar muito, até porque o assunto já se foi e voltemos as nossas realidades figuradas de perfeição (as dos outros, a minha continua triste). Tenho tanto argumentos fortes e consolidados sobre como isso tudo está muito errado, mas já não tenho nem ânimo de expor.. eu desisto.. Beijos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Suicida de Espírito...

Pode até achar estranho eu pensar em suicídio em um momento em que beiro a depressão. Você pode até ficar preocupado com isso, mas estive pensando no assunto. Estou lendo um livro que tem um personagem que eu diria como um suicida de espírito. Aquele cujo o ânimo para os afazeres rotineiros não existe, há a enorme descrença no futuro e em um mundo melhor, o eterno nojo da vida burguesa, cercada de todas as características mais repugnantes que os seres humanos podem mostrar, porém também é um meio de onde não se consegue sair. Então o que resta? O suicídio... E acho muito justo, cansa viver "dando murro em ponta de faca". Enfim, pensando sobre, isso pensei em... (calma minha gente, não vou me suicidar) imaginar como seria essa minha despedida do mundo. Ultimamente não ando preservando muito minha vida, e caso eu morra daqui a 5 minutos pelo menos pude dar minhas considerações finais.



"Enfim, aqui estou eu. Depois de uma vida (não sei bem definir uma característica para ela agora), diria que, 21 anos de entretenimento. Me vou, sem sabe se com o dever cumprido, sem saber se existe mesmo dever a ser cumprir, e se sim, sem saber qual seria esse dever que eu deveria cumprir. Mas vou também tranquila, como eu aprendi a ser com o tempo. Sem esperar muita coisa, há não ser as coisas que acontecem. Quando parei de ver a vida como um filme da sessão da tarde muita coisa ficou claro, as coisas acontecem e não há tempo para lamentações.
Aos que ficam, que chorarão por mim, sabe sei lá porque, por saudades, por tristeza, por eu ter ido cedo, por esperar que eu tivesse mais coisas ao oferecer com o tempo, só peço que continuem e lembrem de mim como alguém que transmitiu algo de bom. Pensar em uma despedida é sempre muito complicado, apenas posso dizer que to bem, tá tudo certo (e eu sempre me preocupando em não preocupar, e trazendo sempre soluções para acabar com a porra toda).
Ao meus caros companheiros de rotina, só posso me desculpar pela minha acidez, o mundo em si já é ácido, por tanto mais natural que se adicione acidez na vida, porém a acidez é só superficial para esconder a tremenda fragilidade que a acidez do mundo não me permite mostrar sempre, ainda sim, obrigado por não desistirem de mim.
As minha companheiras do passado, passou né, e digo isso com um pesar, pois se tive um passado feliz tem grande parte tem haver com todas vocês, por isso vou com uma enorme nostalgia da escola, adolescência, e todas as minhas primeiras vezes, no qual vocês estavam presentes.
Aos meus amigos de loucuras, só tenho a dizer: obrigada por me libertar! Não consegui me tornar tão livre quanto queria, porém ao menos eu tentei, e ia tentando me libertar cada vez mais, livre de todas as amarras um dia ficaria pronta para viver de verdade, pois é mais não deu tempo.
As vezes faz bem retornar ao passado com músicas, fotografias, e lembrar o quanto se tinha sentimento em cada detalhe, mas tudo ficou complicado quando o sentimento pelas coisas deixou de existir, infelizmente nada faz mais sentido (se é que um dia teve), então pra que insistir? Hoje só penso nos erros que cometi e no que eu deveria ter vontade de fazer e não fiz, por orgulho, timidez, ou sei lá o que.
Não tomamos aquela cerveja gelada em um boteco bem sujo como eu queria fazer quando eu ficasse mais velha e mais amável, você foi embora antes que minha raiva adolescente passasse, e isso me dá raiva as vezes viu, ainda mais por ter me abandonado em um mundo onde ninguém mais acredita em mim como você acreditava, você deixou um fardo duro nas costas, e tem total ligação com o meu desanimo, pois é, lá vai eu te dando trabalho outra vez, mas prometo ser a última. Se houver outros mundos após a morte, então posso ficar te dando trabalho nesse outro mundo? Porque o mundo aqui perdeu a cor sem você para me ajudar a pintar, nem sei mais que tintas usar, onde passar primeiro a cor azul, o amarelo, o vermelho, e de repente ficou tudo preto.
Já que a fuga com a cerveja não adiantou, tentei uma opção mais hard core, acho que deu certo né. Porque se meu brilho foi embora o que iria me fazer continuar, persistir, tentar, superar? pra que? As possibilidades se findaram e aqui eu findo essa carta e despedida do mundo. Ao mundo só me resta dizer que eu tentei melhorar as coisas por aqui, juro que tinha esperanças como um frescor juvenil, uma ânsia de viver, que passou. E mesmo com toda raiva rotineira, eu tentava semear o amor. Com muito amor e dor no meu coração, porém sem vontade de espalhar esse amor, me vou. O mundo não merece, e não me merece. Adeus!"



Bem, seria mais ou menos por ai.. Mas felizmente (ou infelizmente) minha fuga será apenas com as drogas lícitas, talvez horas na terapia, muito chocolate alpino para me fazer suportar os dias. Suicido é um ato de coragem e eu sou muito covarde para comete-lo. Fiquem tranquilos! Vou continuar tentando ficar feliz nos próximos posts. Adeus.. eu volto hein..

domingo, 19 de setembro de 2010

"e isso, eu vi, o vento leva!..."



Pois é, o vento leva..
Então vento, vai, leva..
Leva logo vento...
Porra vento, anda, leva logo..
Perai?! Não vai levar?
Pois é, o vento não levou
Era pesado demais, nem um vendaval conseguiria levar tudo...
Hoje eu pergunto, será que o vento leva mesmo?
Ah! leva, leva sim.. Sabe aquele papel amassado com desenho de estrela que você não quer mais?
Então é isso que o vento leva..
Mas aquele papel amassado você não precisa esperar que o vento leve.
De tão leve, você mesmo pode jogar fora.
Mas o que fazer com aquele pedregulho?
Assim é fácil hein.. vento, assim é mole...

domingo, 22 de agosto de 2010

Crise da pós-adolêscencia


Não sei bem se posso dizer que minha crise atual tem haver com mais uma das crises existenciais rotineiras ou se dessa vez é algo mais complicado, se será uma crise eterna ou apenas uma mais demorada, só sei dizer que tá mais díficil. Tem horas que o destino te prega uma peça difícil de se conseguir achar graça depois. Já li e reli a piada, mas dessa vez não consigo achar graça, não consigo voltar as gostosas gargalhadas, aquelas bem altas e prolongadas, aquelas que dá vontade de chorar, que dá dor na barriga, aquelas gargalhadas onde até os seus olhos riem juntos. Nem com o líquido dourado, que tem o poder de trazer a felicidade nos mais tristonhos (vulgo cerveja) consegue me trazer de volta o brilho de uma risada. O que te faz sorrir? Já parou pra pensar que todos nós temos mais motivos pra chorar do que pra sorrir, mas ainda sim rimos, porque? Casualidade de uma piada? Estar no momento exato que aquela pessoa fez uma piadinha é realmente uma conscidência, mas ai o que você tenta transformar essas conscidências em rotina estando perto daqueles que são os mais prováveis que contarão aquela piadinha engraçada (algumas pessoas julgam isso como afinidade entre amigos). Só que a piada não vem, e se vem não é tão engraçada assim. E ai? Como faz? Sem aquelas piadinhas o que resta? Repetições maquineístas das atividades dos dias, até que os dias se tornem apenas repetições, até que o tempo passe.. e passe.. e passe..
Sempre dei muito valor as pequenas felicidades cotidianas, por que eu acho que é isso o que nos resta, mas se o cotidiano não tem o brilho suficiente pra produzir essa felicidade, os dias serão apenas dias. Como diz Raul: "Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada cheia de dentes Esperando a morte chegar", realmente não quero isso, esperar a morte chegar em uma mesa de bar pelo menos deve ser mais poético.
Pior do que se deixar ficar entregue a sorte, é não conseguir ficar entregue a própria sorte, e nisso continuo tentando, e tentando, e tentando, mas até quando? Viver é isso? Passar os anos sobrevivendo? Tirando forças para reagir, para se reerguer e assim continuar, mas continuar o que? Reagindo? Quando vai começar a parte boa? Cansei de reagir, de superar, de seguir em frente, de levantar a cabeça e olhar as coisas positivas. Ser adulto é realmente muito chato, alguém por favor me coloque de novo na bolha que minha mãe criou para mim! PLEASE?!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Relacionamento aberto, eis a questão


Ontem eu estava vendo A LIGA na band, sabe aquele programa do Rafinha Bastos, aquele cara do CQC. O assunto dessa semana foi casamento, foram mostradas várias formas de união de duas pessoas que teoricamente se amam, inclui casamento de rico, de pobre, de índios, e até de cachorros. Só que fico me perguntando, em um mundo de libertação sexual será que a monogamia vale a pena? Como foi mostrado no programa, os brasileiros estão casando mais.. não seria isso contraditório? Deveria ser, mas isso só demonstra que somos pessoas conservadoras, que ainda acreditamos na monagamia e na tal união eterna sob os olhos de Deus.
Você deve ta se perguntando qual é minha opinião sobre isso, vou te dizer que ainda nem sei. Ter algum companheiro "para sempre" deve ser algo legal, a solidão é algo muito triste. Ter alguém do seu lado pra sempre também não significa fim da solidão, e acreditar que depois de um cerimônia aquela pessoa que está do seu lado, e na frente do padre, vai realmente ficar com você para sempre é algo meio louco. A vida é muito inconstante e por isso eu não sei se é possível ter esse ser para sempre, se for, que bom! E me apresente quem será essa pessoa que ficará comigo, por favor!
Casamos, namoramos, temos uma relação monogamica por medo da solidão? Ou por amor a alguém? Ou pelo dois? Pelo menos, já aprendi que o amor não aprisiona ninguém, insegurança, possessividade e conservadorismo sim. Não, não sou libertária não, mas diferentemente das menininhas do colégio nunca imaginei casar, nunca tive esse objetivo de vida, e nem acredito no felizes para sempre, na verdade isso ainda me assusta. Acho bonito quem consiga ter essas ilusões nos dias de hoje. Ainda espero um amor de fato, como é isso eu não sei. O amor é suficiente para 2 pessoas ficarem juntas para sempre? É tão bom acreditar que existe alguém estará com você para sempre, senão o que resta? Estamos fadados a solidão? Triste né, mas acredito que solidão acompanhada é bem mais triste. É eu sou confusa...
Ok. Acredito na máxima que somos seres completos e não podemos reflitir nossas carências em alguém, mas como por em prática? Alguém me ensina? Com isso, não importa se o relacionamento é fechado, aberto, semi-aberto. O que importa, nesses casos, é a satisfação de ter uma boa companhia do seu lado. Bem.. tá na hora de tentar.. até breve!

domingo, 8 de agosto de 2010

De volta aos clichês...

A ideia do blog é ir contra a todos os clichês que nos é imposto. Não pelos hábitos, mas sim pela imposição. Volto a mencionar as datas comemorativas, assim como eu fiz com relação ao Dia das Mães, devo fazer o mesmo com O dia dos Pais. O pensamento do senso comum diz que filho é sempre DA MÃE, a função de cuidar dos filhos é da mamãe. A função do Pai, seria dar sustentabilidade para a Mulher cuidar da criança, por tanto pode-se dizer que Dia das Mães é sempre mais desejado e comemorado. Papéis bem definidos implicitamente no cotidiano de qualquer morador do Rio de Janeiro, principalmente do subúrbio.
Ah! é Dia dos Pais.. idai? Ele não ficou tomando remédio a vida inteira pra evitar a criança e em um descuido.. pronto gravidez! Não aguentou a por de 9 meses um ser na barriga, enjoous, desejos, instabilidades de humor. Só não podemos esquecer que ele estava do lado e na mesma ansiedade que mãe na espera dessa nova pessoinha. O que que ele faz depois? Paga as contas? O mundo é moderno meu bem, salário do papai não cobre todas as despesas, ai lá vai mamãe trabalhar dentro e fora de casa. E as crianças? Quem cuida.. tem creches pra isso, e não podemos esquecer da vovó. Vivi tudo isso, e posso falar que meu pai foi TUDO! Ele deu a sustentabilidade que minha mãe precisou (e ainda precisaria), deu segurança a todas as nossas inseguranças, e a mim formou meu carater, personalidade própria para encarar o mundo, e me deu um futuro melhor do que ele teve. Não vou continuar mantendo a linha de pequena garota sofrida, mas só posso dizer que esse blog não faz mais tanto sentido. Porque rejeitar clichês é muito fácil quando se pode.. mas faz uma falta danada quando não se tem. Juro que queria alguém hoje pra dar o Quazar da Boticário, conversar sobre o brasileirão, e pode disputar com todo mundo que meu pai é o melhor do mundo! Juro que esse é o último post sobre o assunto e espero poder voltar em breve com as minhas futilidades, alegrias e reclamações de sempre.