domingo, 24 de abril de 2011

Excesso de expressão


Utilizo todas as redes sociais, todos os sites de relacionamentos: twitter, facebook, orkut. Já sai do netlog, Hi5, e semelhantes. Se antes a reclamação de parcela da sociedade era a falta de liberdade de expressão, agora acho que sofremos com o excesso. Muitos meios para se expressar, mas o que dizer? E não fujo dessa questão, fiz esse blog com o intuito de me expressar, mas agora mesmo chego a conclusão que não disse nada de realmente inovador nesse blog, e realmente não tenho nada demais a falar a não ser meus devaneios, dúvidas rotineiras, nas quais, são problemas que apenas interessam a mim. Sofro do mal da humanidade, a eterna necessidade de falar e a pouca paciência em ouvir. Um ano depois de ter esse espaço, percebo que nenhum dos meus objetivos foram alcançados. Enfim, apesar de reconhecer minha falha, vou permanecer tentando utilizar esse espaço para algo produtivo, afinal reconhecido o problema, vamos resolvê-lo.
Poderia entrar em um debate filosófico sobre essa necessidade de se expor tanto tempo, daí ínumeros sucessos televisionados como os realitys shows, enunciação dos afazeres diários na internet... O que é assustador, não é essa tamanha liberdade em se dizer o que pensa, é concluir que não se pensa. Não me coloco em um patamar elevado, mas uma das poucas cientes de se precisa construir "sustança" no meu EU interior.
Então, vamos ler, vamos nos informar, vamos aprender a escrever (um dos meus objetivos nesse blog), vamos nos aprofundar em todos os assuntos, vamos conhecer o que acontece no mundo, e vamos fazer isso tudo em apenas uma vida, e ainda curtir nossas futilidades. É isso, quero voltar aos assuntos sérios ou a temas divertidos, pela milésima vez prometo isso, só que agora irei cumprir! beijos!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quando cortar o cordão umbilical?

Assunto recorrente em todas as salas de aula, ou pelo menos onde os alunos onde são vestibulandos: DESEMPREGO. Assunto recorrente para todos aqueles que tem a obrigatoriedade de conhecer os problemas do mundo, e assim fazer sua redação, e assim passar no vestibular, porque tem que entrar na faculdade informado, tem que possuir conhecimentos básicos sobre a realidade que o cerca, coisa que não costuma acontecer no colégio. Estou falando de um grupo de pessoas, abençoados por Deus, que não conhece essa triste realidade e tem suas vidas pautadas em objetivos momentâneos e superficiais, sustentadas com o conforto da renda familiar. Isso por serem jovens, serem de uma classe privilegiada. ACREDITO que um dia esses jovens em algum momento, ou por pressão familiar ou por ironia do destino (ou nunca), vão ter que sair de bolha criada por suas famílias e encarar a realidade, isto é traçar: seus objetivos para e encarar, no futuro, (ou não) os desafios que provavelmente irão aparecer. Dentre os desafios, volto ao tema citado a cima: o DESEMPREGO. E sair de uma questão meramente didática para uma situação sentida na pele.

Agora mudo de tema, e entro em outra questão, você sabe o que você quer para a sua vida? Fazer o que dá dinheiro ou o que te dá prazer? Está atendo ao que mercado de trabalho exige ou quer fazer um bem para a sociedade? O individual ou o coletivo?

1º dúvida: Como decidir algo que vai perdurar por toda sua vida se a própria vida é completamente instável?

2º dúvida: Nem sempre o prazer é a formula mágica para o sucesso profissional, você pode ser ruim no que você faz com prazer, ou pode ser muito bom mas suas qualidades não interessam ao mundo. Assim como fazer bem o que é ruim. Como decidir isso?

3º dúvida: Mercado de trabalho está ai exigindo de você qualificação, inúmeras línguas, objetividade, genialidade e todo seu esforço, tudo isso resulta conforto financeiro e um futuro tranquilo. Precisa se destacar, se qualificar e escolher a carreira do momento. E o que eu faço se eu não concordar com essa mecanização do ser humano? Bem, essa eu tenho a resposta: FODA-SE!

4º dúvida: Essa é a mais difícil de todas. Pensar em se adaptar ao mundo para conseguir benefício para você e sua família (com o tempo sua família vai precisar de você, e essa é a parte triste), ou continuar com o sonho delirante de fazer dessa joça de mundo um lugar melhor para viver, e aceitar estar fadado a dependência financeira dos outros para manutenção da sua ideologia? (sistema é cruel para quem é bonzinho). Ou aceitar que você não mudará nada, mas que quer poder escolher (DE FATO) a sua vida, e isso inclui tranquilidade, e não o estresse urbano. E aí? Já definiu a sua ideologia? E como consequência virá sua vida.

O ESTAR na bolha protegida pelos pais é a melhor fase que temos (tem pessoas que por nem essa fase consegue passar, e outras que vivem para sempre nessa fase). O SAIR da bolha pode ser uma escolha ou uma necessidade, mas em algum momento nos deparamos com questões que deixam de ser meramente didáticas, acho que é esse o grande momento de transição entre a infância e a fase adulta. E sem sombra de dúvidas, um momento beeem difícil... Beijos!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus ano velho, Feliz ano novo!

Ta ai 2010, acabou! ups está acabando... Não tenho como descrever esse ano com uma palavra diferente de INTENSO. Tudo tão intenso, tudo tão forte, tão vivo, tão triste e tão feliz. Começou de forma mágica e louca (já começou diferente e no desenrolar do ano me surpreendia a cada dia), e sem parar para pensar muito porque ai chegava uma outra onda pra me levar. Amores mais intensos, perdas mais intensas, fortalecimento de amizades, mudança de rumo e destino. Por isso que fico curiosa para saber o que me resta para 2011, que se for no mesmo ritmo, eu não vou aguentar!
Para o ano que vem só quero e admito coisas boas. Só quero manter as coisas boas que criei, e cultivar novas! Agora só volto aqui ano que vem! um Beijo!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então é Natal...


Como diz a música da Simoni, é Natal e dele não se pode fugir. Bem, não vou começar com um blá blá blá anti-consumista, anti-religioso, no qual eu acredito, porém ninguém vai me ouvir mesmo, nem terá saco para ler. Então, ao invés de entrar em algum aspecto polêmico, prefiro tentar enxergar o aspecto família. Como mesmo já cansei de dizer, sou contra datas comemorativas, e o Natal é o sinônimo real de toda hipocrisia de TODAS datas comemorativas. O Natal é A data comemorativa do ano. Tirando o aspecto hipócrita, de amar uns aos outros apenas porque jesus vos amou, acredito que os sentimentos (montados e produzidos em prol de um mercado consumidor) são nobres, porém que deveriam utilizar todo o ano. Mas, tendo uma família tradicional impossível fugir dessa cilada, bem ou mal é o momento onde sua família se reúne e você finalmente conhece aquele o filho do primo de 3º grau da sua mãe. As pessoas esperam o natal acontecer, para abraçar umas as outras, para se importar com o próximo, para desejar sentimentos felizes, e é claro para encher a pança de comida, e os cornus de cerva. Precisamos de uma desculpa para amar o próximo, só porque Jesus nos amou!
A graça do Natal é apenas a boa idéia de ter pessoas próximas, ou não tão próximas, perto de você, preparar um jantar e ter uma noite agradável, mas a partir do momento de damos a legítima importância para as pessoas e não para uma data, o Natal pelo Natal passa despercebido. Por dar valor das pessoas (ou passar a dar agora), que pensei que seria um dia complicado, mas felizmente não foi e eu pude contornar a situação de um dia tedioso para um dia singular. Então é isso, não desejarei um Feliz Natal, porque isso é coisa de cristão, prefiro me limitar a um; Boa noite!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um viva a ignorância pública


Depois de tanto tempo longe aqui estou de volta, mas infelizmente com um assunto não muito bom. Não posso deixar de comentar os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro, e volto com a mesma sensação do último post, uma eterna desilusão de um mundo melhor. Lá vai o estado promover a violência, a porradaria, e pior com uma argumentação de "limpar a cidade" do mal. Qual é o nosso maior inimigo? A carta do C.V. deixava claro, o inimigo está de terno e gravatas, por isso pergunto, qual é a grande guerra? Volto a dizer, é entre ricos e pobres. A classe pobre, esquecida pelo Estado, sem políticas públicas eficientes, tentam sobreviver, as vezes no mundo ilegal do tráfico, enquanto os fornecedores/usuários, estão de terno e gravata, ipod, carro importando. O que aconteceu no Rio de Janeiro foi um desacordo entre duas partes, comandos das drogas e o estado, e quando não concordam o Rio entra em guerra. Um sistema cheio de falhas em sua estrutura, deixa a margem grande parte da população, e enfia a porrada em quem passar pela frente. O acordo foi rompido em prol de montar um Brasil pra gringo ver (Olímpiadas, Copa do mundo).
Volto ao início do século XX com o pensamento de país atrasado, mas é sim, e não por suas malezas, mas por sua forma de pensar, por ter uma população que compactua com tais fatos. Ainda quero a definição exata sobre quais são os tais bandido que a TV alarda e julga merecer levar chumbo. Isso é tentar manipular o que a realidade do dia-a-dia nos mostra. Fico muito triste e confusa, imaginar que se tem que escolher um lado, os explorados ou os exploradores. Em uma sociedade estamental, como a nossa, mobilidade social ainda é apenas através de casamentos, sorteios na megasena, ou lucrar montando algum escândalo para aparecer na mídia, ah e é claro, pelo trabalho no tráfico de drogas, armas, animais. Essa cultura do "o melhor que vence", do "malandro sobre os otários", do "dedicado versus os incompetentes", realmente não é pra mim. Ainda penso em um mundo igualitário, tanto de oportunidades, como em espaço livre para se pensar e falar. Enfim, sem me prolongar muito, até porque o assunto já se foi e voltemos as nossas realidades figuradas de perfeição (as dos outros, a minha continua triste). Tenho tanto argumentos fortes e consolidados sobre como isso tudo está muito errado, mas já não tenho nem ânimo de expor.. eu desisto.. Beijos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Suicida de Espírito...

Pode até achar estranho eu pensar em suicídio em um momento em que beiro a depressão. Você pode até ficar preocupado com isso, mas estive pensando no assunto. Estou lendo um livro que tem um personagem que eu diria como um suicida de espírito. Aquele cujo o ânimo para os afazeres rotineiros não existe, há a enorme descrença no futuro e em um mundo melhor, o eterno nojo da vida burguesa, cercada de todas as características mais repugnantes que os seres humanos podem mostrar, porém também é um meio de onde não se consegue sair. Então o que resta? O suicídio... E acho muito justo, cansa viver "dando murro em ponta de faca". Enfim, pensando sobre, isso pensei em... (calma minha gente, não vou me suicidar) imaginar como seria essa minha despedida do mundo. Ultimamente não ando preservando muito minha vida, e caso eu morra daqui a 5 minutos pelo menos pude dar minhas considerações finais.



"Enfim, aqui estou eu. Depois de uma vida (não sei bem definir uma característica para ela agora), diria que, 21 anos de entretenimento. Me vou, sem sabe se com o dever cumprido, sem saber se existe mesmo dever a ser cumprir, e se sim, sem saber qual seria esse dever que eu deveria cumprir. Mas vou também tranquila, como eu aprendi a ser com o tempo. Sem esperar muita coisa, há não ser as coisas que acontecem. Quando parei de ver a vida como um filme da sessão da tarde muita coisa ficou claro, as coisas acontecem e não há tempo para lamentações.
Aos que ficam, que chorarão por mim, sabe sei lá porque, por saudades, por tristeza, por eu ter ido cedo, por esperar que eu tivesse mais coisas ao oferecer com o tempo, só peço que continuem e lembrem de mim como alguém que transmitiu algo de bom. Pensar em uma despedida é sempre muito complicado, apenas posso dizer que to bem, tá tudo certo (e eu sempre me preocupando em não preocupar, e trazendo sempre soluções para acabar com a porra toda).
Ao meus caros companheiros de rotina, só posso me desculpar pela minha acidez, o mundo em si já é ácido, por tanto mais natural que se adicione acidez na vida, porém a acidez é só superficial para esconder a tremenda fragilidade que a acidez do mundo não me permite mostrar sempre, ainda sim, obrigado por não desistirem de mim.
As minha companheiras do passado, passou né, e digo isso com um pesar, pois se tive um passado feliz tem grande parte tem haver com todas vocês, por isso vou com uma enorme nostalgia da escola, adolescência, e todas as minhas primeiras vezes, no qual vocês estavam presentes.
Aos meus amigos de loucuras, só tenho a dizer: obrigada por me libertar! Não consegui me tornar tão livre quanto queria, porém ao menos eu tentei, e ia tentando me libertar cada vez mais, livre de todas as amarras um dia ficaria pronta para viver de verdade, pois é mais não deu tempo.
As vezes faz bem retornar ao passado com músicas, fotografias, e lembrar o quanto se tinha sentimento em cada detalhe, mas tudo ficou complicado quando o sentimento pelas coisas deixou de existir, infelizmente nada faz mais sentido (se é que um dia teve), então pra que insistir? Hoje só penso nos erros que cometi e no que eu deveria ter vontade de fazer e não fiz, por orgulho, timidez, ou sei lá o que.
Não tomamos aquela cerveja gelada em um boteco bem sujo como eu queria fazer quando eu ficasse mais velha e mais amável, você foi embora antes que minha raiva adolescente passasse, e isso me dá raiva as vezes viu, ainda mais por ter me abandonado em um mundo onde ninguém mais acredita em mim como você acreditava, você deixou um fardo duro nas costas, e tem total ligação com o meu desanimo, pois é, lá vai eu te dando trabalho outra vez, mas prometo ser a última. Se houver outros mundos após a morte, então posso ficar te dando trabalho nesse outro mundo? Porque o mundo aqui perdeu a cor sem você para me ajudar a pintar, nem sei mais que tintas usar, onde passar primeiro a cor azul, o amarelo, o vermelho, e de repente ficou tudo preto.
Já que a fuga com a cerveja não adiantou, tentei uma opção mais hard core, acho que deu certo né. Porque se meu brilho foi embora o que iria me fazer continuar, persistir, tentar, superar? pra que? As possibilidades se findaram e aqui eu findo essa carta e despedida do mundo. Ao mundo só me resta dizer que eu tentei melhorar as coisas por aqui, juro que tinha esperanças como um frescor juvenil, uma ânsia de viver, que passou. E mesmo com toda raiva rotineira, eu tentava semear o amor. Com muito amor e dor no meu coração, porém sem vontade de espalhar esse amor, me vou. O mundo não merece, e não me merece. Adeus!"



Bem, seria mais ou menos por ai.. Mas felizmente (ou infelizmente) minha fuga será apenas com as drogas lícitas, talvez horas na terapia, muito chocolate alpino para me fazer suportar os dias. Suicido é um ato de coragem e eu sou muito covarde para comete-lo. Fiquem tranquilos! Vou continuar tentando ficar feliz nos próximos posts. Adeus.. eu volto hein..